As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 26/10/2018
A Constituição brasileira de 1988, em seu artigo 6°, declara direitos sociais a educação e o trabalho. No entanto, tal norma legal não tem se reverberado com ênfase na prática, visto que os jovens brasileiros enfrentam obstáculos para o ingresso no mercado de trabalho. Diante disso, cabe analisar como a baixa qualidade de ensino e o preconceito corroboram para a questão.
Primordialmente, deve-se pontuar que o precário ensino oferecido a esses indivíduos, está entre as causas da problemática. As empresas contratantes requerem cada vez mais uma qualificação sólida dos seus candidatos, entretanto, o baixo nível de educação atrelado a evasão escolar, torna inviável a contratação dessas pessoas. Ainda, muitos empregos exigem conhecimento de programas como, word e power point, porém segundo o MEC, 48% das escolas públicas não possuem computadores para os alunos.
Outrossim, ações preconceituosas também são responsáveis pela manutenção do desemprego juvenil. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego entre as mulheres é de 14,2%, número acima da média. Tal dado se deve, pela persistente visão patriarcal no qual julgam o sexo feminino como menos capacitado para funções de trabalho. Assim, de acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade naturalizado e reproduz as estruturas sociais da sua época. Isso, portanto, faz o machismo e outras formas de preconceito, características do Período Colonial refletirem nos dias atuais.
Diante do exposto, urge medidas que minimizam o problema discutido. O Governo, por meio do Ministério da Educação deve reforçar os investimentos na educação pública, levando cursos profissionalizantes para as escolas, a fim de criar uma melhor qualificação exigida pelas vagas de emprego. Ademais, se faz necessário as escolas produzirem campanhas de igualdade de gênero para os alunos, a fim de mitigar o preconceito de gênero desde sua infância.