As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 26/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos uma boa qualidade de vida e ao bem-estar social. Contudo, as dificuldades que os jovens em especial os mais pobres encontram para se inserir no mercado de trabalho impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Convém ressaltar, a princípio, que a educação é o fator primordial no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado é claramente refletido na precária formação profissional dos jovens mais pobres. A lamentável condição de vulnerabilidade à qual são submetidos esse grupo é percebida no déficit deixado pelo sistema educacional vigente no país, que revela a despreparo da rede de ensino no que tange à inclusão dessa camada de modo a causar entrevas à formação desses indivíduos e, por conseguinte, sua inserção no mercado de trabalho.

Outrossim, segundo o filósofo iluminista John Locke, o ser humano nasce com direitos inalienáveis, como o direito à vida,liberdade,propriedade e o Estado tem o dever de assegurá-los. No entanto, o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona para os adolescentes mais carentes acesso à educação com qualidade devida, bem como uma boa capacitação profissional, o que caracteriza um desrespeito descomunal a esse público. Diante disso, o jovem acaba tendo mais dificuldades para ter um bom emprego e se estabilizar  financeiramente, dessa forma, ficando exposto a passar por diversas situações de que comprometam os direitos propostos por Locke, haja vista que o indivíduo que não consegue uma renda para sobreviver pode passar até por condições de fome, assim rompendo com a tese proposta pela ONU.

Destarte, para a resolução do problema é crucial que por meio de incentivos governamentais a Receita Federal disponibilize subsídios para os Estados para que esses sejam investidos em melhoria no ensino público desde de fundamental até o médio. Essas verbas devem ser direcionadas para criação de cursos profissionalizantes nas escola para que o jovem possa se profissionalizar em alguma área na qual identifique-se mais. É imprescindível, ainda, que o Governo crie incentivos fiscais com empresas privadas para receberem esses jovens capacitados no mercado de trabalho, dessa forma garantindo que esses saim do colegial já com um emprego garantido na área que escolheu se profissionalizar.