As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 27/10/2018
No século XVI, surgiu na Suíça o calvinismo, religião que atrelava a felicidade de um indivíduo com o seu trabalho. Infelizmente, as premissas dessa corrente religiosa não estão presentes no cotidiano de muitos jovens trabalhadores brasileiros, haja vista que essa parcela da população é a mais afetada pelo desemprego. Isso deve-se não apenas à crise financeira que assola o Brasil, mas também à falta de instituições de ensino aptas a formar profissionais capacitados.
A princípio, convém destacar que a Crise Econômica de 2009 afetou o funcionamento de muitas empresas, reduzindo os postos de trabalho e, consequentemente, causando muitos desempregos. Lamentavelmente, a população de pessoas entre 18 e 24 anos foi a mais afetada pelos impactos dessa crise, pois, segundo o portal “G1”, a taxa de jovens desempregados é de 26,6 %, enquanto a média geral é de apenas 12,4%. Diante disso, fica nítido que a baixa oferta de vagas é um dos maiores contratempos enfrentados para conseguir um emprego.
Ademais, é necessário reconhecer que o mercado de trabalho busca as pessoas mais capacitadas para assumirem os cargos disponíveis. Contudo, as instituições de ensino, muitas vezes, não conseguem formar profissionais que saibam conciliar teoria e prática, o que provoca várias barreiras para os jovens serem contratados. De acordo com o doutorando em Energia Energética e Sustentável pela “Universidad de Cadiz(UCA)” Emanuel Philipe, para que mais jovens possam ser contratados, as instituições de ensino brasileiras devem formar profissionais aptos a exercerem as atividades exigidas no meio industrial. Perante a isso, é possível afirmar que a ausência de escolas capacitadas é outro desafio enfrentado pelos jovens que estão à procura de um emprego. Portanto, em virtude desses empecilhos, medidas devem ser tomadas.
A princípio, o Ministério da Fazenda, através da elaboração de um conjunto de políticas fiscais, deve conceder subsídios às empresas estrangeiras que desejarem se instalar no Brasil, com o intuito de aumentar o número de ofertas de trabalho e, consequentemente, empregar mais jovens. Ademais, as instituições educacionais necessitam adotar uma nova metodologia de ensino, a qual deverá aumentar o número de horas de estágio e a carga horária das disciplinas práticas, a fim de formar jovens mais aptos a realizarem as tarefas das empresas contratantes. Caso essas medidas sejam cumpridas, mais recém formados poderão adquirir um emprego e, segundo os ideais calvinistas, serem mais felizes.