As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 29/10/2018
O termo geração “nem-nem” ganhou notoriedade nos últimos anos. É uma menção à grande parcela de jovens que está fora do mercado de trabalho e de instituições educacionais. Entretanto, para além do estigma de geração preguiçosa ou mimada, um índice tão alto de “nem-nem"s reflete a falha da sociedade em capacitar e inserir o jovem no mercado de trabalho.
Convém, inicialmente, ressaltar a importância da educação. Como disse o filósofo alemão Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, portanto, é imprescindível que haja capacitação para que o jovem consiga espaço no mercado de trabalho. Entretanto, atualmente, os cursos oferecidos para os jovens não os preparam técnica ou emocionalmente para a ocupação profissional.
Desta forma, ainda que o jovem consiga formação técnica ou superior, lhe faltará experiência prática e, por consequência, habilidades interpessoais e emocionais para lidar com o cargo. Segundo Milie Haji, gerente de projetos da Cia. de Talentos, “Muitas vagas deixam de ser preenchidas porque faltam candidatos que tenham controle de suas emoções durante a seleção”. Assim, nota-se que a parte final da formação é a experiência profissional em si.
Portanto, é preciso cessar com a falha da sociedade em apoiar os jovens. O Congresso Nacional, órgão responsável pelo poder legislativo, deve criar uma lei incentivando as empresas privadas a ofertarem vagas para o primeiro emprego a fim de finalizarem a capacitação dos jovens. Assim, findaríamos com as dificuldades da juventude de ingressar no meio profissional.