As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 29/10/2018
A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no século XVIII, possibilitou o ingresso de diversos jovens no mercado de trabalho em função da grande necessidade de mão de obra na produção, diminuindo o desemprego e viabilizando fonte de renda para diversas faixas etárias. No entanto, hodiernamente, a falta de experiência individual e formação técnica adequada dificulta a contratação de jovens no Brasil. Dessa forma, urge uma análise da problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que a geração atual é conhecida como a mais bem preparada da história, tendo em vista a desenvoltura em novas tecnologias - um dos pontos de destaque dos jovens - e seu amplo acesso aos meios informacionais. Sendo assim, como confirmam dados emitidos pelo Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a referida faixa etária encontra-se insatisfeita em assumir cargos que requeiram habilidade menos qualificadas, visto que a maioria apresenta boas qualificações.
Além disso, a letargia governamental existente na maior parte do país em propiciar meios que viabilizem a entrada de jovens no mercado de trabalho é fator determinante no problema. Como prova, o estado de São Paulo exemplifica a importância de cursos técnicos profissionalizantes para alunos que cursam o ensino médio. Em consequência, no referido estado, após o término dos cursos e realizados os estágios em empresas, cerca de 70% dos alunos encontram postos de trabalho, de acordo com o G1, portal de notícias.
Em síntese, depreende-se que ações são necessárias para o melhor desenvolvimento juvenil no país. Fundamentalmente, o Ministério da Educação, por meio de subsídio destinado às empresas privadas, deve fornecer cursos técnicos e profissionalizantes em todo o país, de forma que se possibilite a aquisição de conhecimentos sobre áreas industriais de maior necessidade de mão de obra, além de estágios remunerados com fito de inserir o jovem no mercado de trabalho de forma efetiva. Em consonância, benefícios fiscais deverão ser concedidos na esfera estadual pelo redirecionamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para os centros de ensinos técnicos, possibilitando que empresas possam associar seus nomes aos projetos que qualifiquem e desenvolvam o ensino de jovens.