As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 01/11/2018
No filme “mãos talentosas”, um rapaz, desde cedo cercado por desafios, resolve perseguir suas expectativas profissionais, de modo incessante, até as alcançar. De modo similar, no Brasil, hoje, a busca dos jovens por um espaço no mercado de trabalho transformou o ambiente empregatício um sistema frustrante e de enorme preocupação. Pois a causa das dificuldades enfrentadas por esse público é reflexo de uma formação educacional mal direcionada, uma saturação no mercado de trabalho e exigências que divergem das reais qualificações. Tornando-se, assim, um grande problema governamental.
Em primeira análise, o tempo de preparação teórica e institucional dentro de salas de aula tem influência no modo como os jovens veem a realidade. Em consonância, o sociólogo Durkheim sistematizou as relações de trabalho como um grande organismo, sendo cada indivíduo responsável pela coesão coletiva. Todavia, as ambições existentes e a pouca experiência cegam esse grupo na ganância de sua independência, o que, consequentemente, prejudica-o. É então que a anomia social - conceito do mesmo sociólogo - encaixa-se sobre o desvio de pensamento juvenil e entra a coerção social no alinhamento do pensamento ao trabalho.
Nesse sentido, Karl Marx dissertou sobre o materialismo histórico dialético, sendo cada sociedade estudada a partir do campo de sua infraestrutura, ou seja, de acordo com a economia e seus impactos. Diante disso, sabe-se que a sociedade brasileira já possui um número expressivo de pessoas desempregadas, o qual se agrava entre os mais novos. Por isso, muitas vezes, eles abdicam daquilo que se especializaram para, infelizmente, inserirem-se - em desacordo com seus próprios objetivos - no mercado de trabalho. Em síntese, com a urgência de fazer parte da População Economicamente Ativa (PEA), o jovem transfigura-se.
Sendo assim, é imprescindível que medidas sejam impostas para que a dificuldade do jovem em ingressar no mercado de trabalho se resolva. A início, faz-se necessário que o Ministério da Educação, instituições de ensino e empresas aptas a receberem esse contingente façam uma parceria. Sendo essa uma proposta de estudo já direcionado para execução dos cargos, tanto no nível médio, quanto na graduação. Assim, o contato direto com o campo de trabalho qualifica-os e gera experiência, com o fito de solver a problemática em questão. Por fim, que haja subsídio governamental a empresas privadas que contratem estagiários já no início da formação educacional, pois tal parceria público-privada ampliaria a visão de mundo desse grupo de jovens.