As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/11/2018

O Brasil passa nos últimos anos por um grande período de incertezas políticas e econômicas, o que fez com que o crescimento do Produto Interno Bruto não passasse de 1% em 2017. Conjuntamente, a onda de desemprego que assola o país decorrente da grande crise monetária deixou em 2018 mais de 13 milhões de indivíduos à espera de um vínculo empregatício. Para os que já tiveram ou têm emprego já há uma certa dificuldade de oferta de postos de trabalho, mas o quadro se acentua quando se fala de jovens à procura do primeiro serviço, principalmente dos estudantes recém-formados, de nível médio ou graduados.

No imaginário coletivo da sociedade brasileira crê-se que qualificação é sinônimo direto de estabilidade e renda fixa. Contudo, nos últimos anos a medida desproporcional de jovens ingressos no ensino superior contrasta com a disponibilidade de serviço, da qual muitos não conseguem suas inserções no mercado de trabalho por não possuírem experiência. No caso dos titulados em doutorado, por exemplo, cerca de 30% estão desempregados, cujo índice representa em sua maioria pessoas que nunca tiveram um serviço formal. Para esses, necessita o governo incentivar e criar vínculos às áreas de pesquisa e ensino de forma a valorizar os cientistas brasileiros.

Esse dado também é alarmante no que se refere ao cenário informal do país atualmente. A medida que o jovem encontra resistência e pouca oferta de ocupação formal, sobretudo em sua primeira aproximação com a realidade trabalhista, há a tendência de ele migrar para setores não normatizados, acarretando na ameaça aos seus direitos trabalhistas. Dos que conseguem um lugar legal na rede de trabalhos pela primeira vez, mais da metade foi por indicação direta de familiares ou amigos, e a média de duração no cargo é de 1 ou 2 anos. Como os ofícios não regulamentados são superiores a 60% no Brasil, a desburocratização e a redução de impostos é uma maneira oportuna de desmarginalizá-los.

Logo, os governos devem incentivar à correlação entre as instituições de ensino e as empresas e indústrias de domínio público e privado, de forma a assegurar uma troca de vantagens entre as partes, da qual o jovem pode ser contratado em troca da redução da carga tributária do empregado por 2 anos, subsidiados pelas respectivas secretarias da fazenda de competência, visando aproximar o sujeito da realidade do mercado de trabalho e reduzindo a taxa de indivíduos que nunca tiveram suas carteiras de trabalho assinadas. Dessa maneira, o Estado ajuda a inserir o trabalhador no ambiente empregatício, arrecada uma parcela de impostos e aumenta a taxa ativa da população ocupada.