As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/11/2018

O Brasil enfrenta diversas dificuldades em sua estrutura, uma delas diz respeito ao ingresso dos jovens no mercado de trabalho. No fim da Idade Média, com a consolidação do capitalismo comercial, por meio da burguesia, o trabalho deixou de ser realizado apenas por classes inferiores e passou a ser supervalorizado. No entanto, no país, o problema mencionado evidencia a negligência estatal a respeito do tema, que ocorre em decorrência da falta de experiência dos jovens no mercado de trabalho e agrava a desigualdade social já existente.

Os jovens, de maneira geral, concluem o ensino médio sem terem realizado nenhum tipo de estágio, por não ser exigência desse período acadêmico. Além disso, alguns cursos superiores não condicionam a aquisição do diploma à prática profissional. Sendo assim, esta faixa etária, de 18 a 24 anos, encontra dificuldade ao ingressar no mercado de trabalho, já que é inexperiente e as empresas optam por profissionais que, além de qualificados, possuam familiaridade com o ambiente laboral e saibam lidar com situações cotidianas de forma intuitiva.

Concomitantemente, o imbróglio mencionado, acentua a questão de desigualdade social existente no país. Isso se deve ao fato de que ao não conseguir emprego, o jovem se vê à margem da sociedade e sem poder aquisitivo. Diante disso, grande parte da criminalidade ocorre através da busca por melhores condições de vida, somada ao desemprego enfrentado pelos mais novos. Ademais, em consonância com o Contratualista John Locke, o Estado viola o “Contrato Social” ao não disponibilizar oportunidade a todos.

Por fim, nota-se a necessidade de superar as dificuldades dos jovens de ingressar no mercado de trabalho. o Ministério da Educação, juntamente com o Poder Executivo, deve exigir que as instituições de ensino médio e superior cobrem dos alunos a prática no ambiente laboral, por meio da criação de programas de estágios obrigatórios, a fim de preparar os jovens para ingressar na vida profissional. Outrossim, o Poder Executivo, em parceria com comunidades carentes, deve desenvolver medidas paliativas para que os jovens desempregados se ocupem diariamente, por meio da oferta de cursos e esportes em regiões periféricas, a fim de conter a marginalidade ligada ao desemprego e, consequentemente, a desigualdade social.