As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 02/11/2018
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Neste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, vê-se que determinado problema se configura como um obstáculo na vida de muitos brasileiros. Nesse contexto, atualmente, a falta de programas sociais em consonância com a inadequação entre mercado e escola são as maiores “pedras” no caminho para a inclusão do jovem no mercado de trabalho.
Conforme as pesquisas divulgadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada(Ipea), em 2017, do total de desempregados com idade entre 18 e 24 anos, apenas 20% conseguiram uma colocação no mercado de trabalho, enquanto 60% estão desempregados há mais de um ano. Em virtude da ausência de experiência do mais jovem no mercado de trabalho, as empresas acabam contratando pessoas com mais experiência, negando, assim, a oportunidade dos mais novos em conseguirem o primeiro emprego e ingressar no mercado de trabalho. Desse modo, a ausência de programas sociais de inserção do jovem no primeiro emprego, acabam perpetuando o problema.
Outrossim, destaca-se a inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado exige, como impulsionador do problema. Hodiernamente, o mercado necessita de profissionais com conhecimentos que fogem da grade estudantil, tais como o entendimento na informática e na eletroeletrônica. Logo, a escassez desses assuntos na sala de aula impossibilitam que o jovem consiga adentrar o mercado de trabalho, uma vez que sua formação acadêmica não abrange os conhecimentos que o mercado necessita.
Infere-se, portanto, que os problemas se mostram uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Para que isso ocorra, é necessário uma parceria entre a Receita Federal e empresas privadas, por meio da redução de impostos, a fim de que essas empresas contratem jovens entre 18 e 24 anos, objetivando a conquista do primeiro emprego e o ganho de experiência dos mais novos no mercado de trabalho. Ademais, é fundamental que as instituições de ensino forneçam cursos profissionalizantes, por intermédio da contratação de professores formados em áreas tecnológicas, com o intuito de capacitar os jovens para atender às exigências atuais do mercado.