As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/01/2019

Capitalismo, globalização, evolução tecnológica, essas são as características do mundo atual, o qual está em constante mudança. Nesse sentido, é importante frisar que o ramo laboral também é afetado por esses aspectos, posto que, o mercado de trabalho requer determinadas qualificações, os quais são escassos na sociedade, principalmente entre os jovens. Dessa forma, é essencial reverter essa realidade que se perpetua devido o descontrole emocional, como também pela negligência governamental.

A priori, é relevante destacar que o desequilíbrio emocional afeta grandemente os jovens, dificultando sua chance de contratação. Nesse ínterim, o filósofo grego Platão dizia que o essencial não é viver, mas viver bem. Assim sendo, é importante que essa ideia seja imposta na vida da mocidade para que tenham uma estabilidade psicológica, visto que, muitos deixam de ingressar no mercado de trabalho devido não ter paciência para lidar com as pessoas, ou por se auto sabotar, por exemplo. Dessa maneira, elevam-se as chances de fracasso no ramo laboral, pois de acordo com o Jornal Estado de Minas 87% das demissões são causadas pelos distúrbios emocionais, então, se as Empresas demitem por esse motivo, também evitarão contratar pelo mesmo pretexto.

Convém ressaltar, ainda, que a falta de subsídios governamentais implica na qualificação necessária. Nesse viés, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman defendia sobre a Modernidade Líquida a qual se transforma recorrentemente, devido sua volatilidade. Dessa maneira, essa ideologia se aplica no parâmetro laboral, o qual exige certas capacitações que são escassas da parte do governo, por não disponibilizar cursos aos jovens, e assim esse público sofre as consequências. Isso se torna um grande entrave, uma vez que, na atualidade é indubitável, por exemplo, ter conhecimento básico de informática, já que a tecnologia avança cada vez mais. Como efeito, esse público ingressa em trabalho informais, ganhando uma remuneração baixa.

É evidente, portanto, reverter o impasse supracitado. Destarte, é imprescindível que o Ministério do Trabalho disponibilize vários cursos e também oportunidades de estágios, por intermédio de investimento nesses recursos, tanto presencial como EaD, a fim de preparar o público juvenil para o âmbito laboral. Cabe ainda, ao Ministério da Saúde subsidiar os jovens, por meio de sessões de ajuda psicológica e da disseminação de palestras assistencialistas, com o fito de equilibrar o emocional dos adolescentes.