As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 26/01/2019
No tocante filme À procura da felicidade, já fora das telas, o ator Will Smith interpreta o personagem de um homem desempregado que enfrenta uma dura e laboriosa jornada para conseguir emprego numa grande empresa, para conseguir a vaga ele precisaria estagiar sem remuneração por um semestre. Os obstáculos para obtenção de emprego são uma realidade no Brasil e, a situação torna-se mais complicada quando trata-se da inserção dos jovens no mercado de trabalho que precisam vencer a inexperiência e atender às exigências do mercado, ao mesmo tempo que, o ensino educacional ofertado nas escolas e universidades não os preparam para tal.
Conforme dados do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desemprego das pessoas com idade entre 18 e 24 anos é o dobro da população geral: 26,6% e 12,4%, respectivamente. Os jovens constituem-se num público que apresenta maior vulnerabilidade neste meio, pois em momentos de crise financeira, precisam adentrar ao mercado de trabalho, extremamente competitivo, muitas vezes sem experiência alguma. Por sua vez, as empresas, em sua maioria, descartam funcionários com este perfil, devido custos no processo de capacitação e, em tempos de falta de emprego, existe uma oferta considerável de mão de obra habilitada competindo por uma vaga. Atualmente, está em vigor, a Lei da Aprendizagem, onde as empresas de médio e grande porte precisam empregar um mínimo percentual de jovens que, obrigatoriamente, deverão estar matriculados em uma escola, contudo os índices de desemprego da população jovem permanecem alarmantes.
Além da falta de experiência e pressão de ordem psicossocial para a conquista do primeiro emprego, os jovens ainda têm de lidar com as situações de despreparo ao mercado, advindas da arcaicidade que permeia as condições vigentes do ensino, onde, há o predomínio da teoria, instrucionismo e ensino passivo, em detrimento da prática de atuação desenvolvida para mercado de trabalho.
Portanto, o governo federal com o apoio dos estados e municípios devem elaborar programas voltados para a empregabilidade do jovem no mercado de trabalho, que irá aprender um ofício, adquirir experiência e também o preparo para novas oportunidades, além de fiscalizar, através do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) o cumprimento da Lei do Aprendiz por parte das empresas. A iniciativa privada poderá participar na elaboração e execução de projetos voltados para a construção de escritórios e hospitais escolas, por exemplo, que ofertem serviços gratuitos à população que serão, ao mesmo tempo, fontes de ensino, aprendizagem, experiência e serviços de utilidade pública.