As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 04/02/2019
A taxa de jovens desempregados no país comprova que a inserção destes no mercado de trabalho não existe a contento no Brasil. Desse modo, estima-se que, aproximadamente, 3 a cada 10 jovens brasileiros estão desempregados no país, muitos dos quais, segregados dificilmente contam com apoio adequado do Estado e do MET – Ministério do Trabalho e Emprego - para a solução desse problema. É preciso verificar as dificuldades enfrentadas por eles para encontrar a solução, mas, paralelamente, é necessário oferecer todo suporte, criando e ampliando programas de apoio sociais eficazes para o atendimento desse público.
De fato, existem vários empecilhos enfrentados pelo jovem brasileiro a procura de emprego. Um desses é a dificuldade encontrada na busca do seu primeiro emprego. A falta de experiência profissionalizante dos jovens graduados no país, principalmente os de terceiro grau, que é exigida pelas empresas contratantes é a principal causa desta adversidade.Há programas sociais presentes no Brasil que combatem essa causa –como o Jovem Aprendiz– e também as escolas e cursos profissionalizantes ofertados pelo Estado ajudam reduzir esta falta entre os jovens, mas ainda não conseguem suprir a demanda local e, por conseguinte, a demanda nacional exigida no país. Ou seja, a ausência de amparo por parte do Estado contribui para o agravamento desse problema.
Além disso, outra causa que agrava a dificuldade destes para ingressar no mercado de trabalho é a carência de uma análise vocacional nos estudantes de ensino médio que serão os futuros jovens do mercado de trabalho brasileiro. Pesquisas realizadas pelo PNADC mostra que uma das razões da alta taxa de jovens desempregados é a inadequação entre a formação acadêmica do jovem e o que o mercado exige. Em síntese, a falta da análise vocacional entre os jovens do ensino médio no Brasil contribui para que haja dúvidas, entre estes, em que área trabalhar ou estudar, promovendo um futuro jovem despreparado e desmotivado para buscar empregos e trabalhar no país.
Portanto, verifica-se a necessidade de uma intervenção do Estado e dos próprios jovens brasileiros. Esta intervenção deve criar e ampliar programas sociais com o cunho de capacitar o jovem e oferecer experiência de trabalho no Brasil. É preciso que os jovens brasileiros pressionem o Estado e o MTE para oferecer cursos profissionalizantes cobrindo a demanda de cada região do país. Somado a isso, o Estado deve incluir na grade curricular do ensino médio aulas com o cunho vocacional para seus estudantes, garantindo que, no futuro, haja uma crescente identificação do jovem com seu trabalho. Além disso, a criação de um Órgão do Governo para auxiliar o jovem procurar empregos, de acordo com a sua capacitação e vocação, seria de extrema serventia para o fim dessa problemática.