As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 25/02/2019
Na antiga sociedade espartana, a educação fornecida pelo governo auxiliava as crianças a se tornarem bons soldados, que desempenhariam funções fundamentais nas guerras a fim de defender sua nação. Assim sendo, percebe-se que a sociedade espartana visava capacitar, de melhor modo, os pequenos soldados para o futuro dentro da realidade na qual viviam. No cenário social atual, especialmente o brasileiro, é observado o descaso do governo para com os jovens, que não recebem educação suficiente para se inserirem no mercado de trabalho e acabam por se tornar frutos da geração “nem-nem”.
Em primeiro lugar, com o crescimento da globalização e do capitalismo, além do desenvolvimento da tecnologia, que se atualiza a cada instante, o mercado de trabalho se torna cada vez mais exigente, e busca qualificações que, por sua maioria, são inalcançáveis aos jovens, principalmente os de baixa renda, que estão se inserindo pela primeira vez no mercado de trabalho. Dessa forma, essas qualificações, que incluem, muitas vezes, ensino superior, inglês avançado, bom domínio da informática, entre outros, excluem essa geração moderna aumentando, gradativamente, a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 29 anos.
Por conseguinte, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11 milhões de brasileiros, entre 15 a 29 anos, estão dentro da estatística da geração “nem-nem”, que representa o grupo de pessoas que não estuda e/ou não está dentro do mercado de trabalho. Dessarte, observa-se que fatores externos como: educação básica insuficiente e a situação de pobreza, na qual uma boa parte desses jovens estão submetidos, dificultam a entrada ao mercado de trabalho. Logo, devido a falta de oportunidades, muitos desses jovens tendem a aderir ao mercado de trabalho informal, no qual estão sujeitos a cargas horárias abusivas e a salários que não condizem com a função exercida.
À vista disso, é válido ressaltar que medidas cabíveis sejam postas em práticas para melhorar a situação desses jovens e diminuir as dificuldades enfrentadas por eles. Portanto, é imprescindível que o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação (MEC), criem uma modalidade funcional do ensino médio com cursos técnico-profissionalizantes, especialmente em escolas públicas, com o objetivo de garantir a qualificação profissional da população de baixa renda. Posto isso em prática, os dados da geração “nem-nem” irão reduzir, uma vez que essa geração estará sendo introduzida, qualificadamente, ao mercado de trabalho. Assim, a sociedade brasileira será comparada ao exemplo da sociedade espartana ao garantir um futuro promissor aos seus jovens.