As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/03/2019
As altas taxas de desemprego é uma das principais problemáticas do Brasil, que se agravou após a crise política-econômica-social de 2014. Dentre os jovens brasileiros, na faixa-etária entre 16 e 24 anos, o impasse torna-se ainda mais agudo, visto que esses ainda se deparam com o paradoxo da experiência. Nessa vertente, seja por motivos de falta de preparo, seja por conta do mercado saturado, a entrada de jovens no mundo do trabalho é ainda mais sinuosa.
Após a 3ª Revolução Industrial, iniciada no século XX, tem-se a crescente substituição da mão de obra especializada à capacitada. A partir de então, o mercado de trabalho se torna mais rígido, e agrega grande valor a formação profissional e o grau de conhecimento na área. Entretanto, o Brasil ainda possui grande percentual de jovens sem formação acadêmica, segundo o IBGE, o que os coloca a margem da sociedade.
Consoante ao fato supracitado, há o paradoxo da experiência e o problema da saturação do mercado. Como em muitos ramos as vagas de emprego são escassas e a oferta de mão de obra alta, as empresas preferem àqueles que já trabalharam no âmbito, fator que dificulta para os recém-formados, que buscam o primeiro emprego. Em estudo realizado pelo grupo Santander, para 54% dos entrevistados, é preciso melhorar a inserção dos recém-formados no mercado de trabalho, e 63% acreditam que as universidades não conseguem munir os alunos das competências exigidas pelas empresas.
Dessa forma, evidencia-se que o desemprego entre os jovens é uma problemática persistente que precisa ser combatida. Destarte, cabe ao Governo, nas figuras do legislativo e judiciário, promover políticas públicas como o Decreto Federal que coloca que entre 5 e 15% das vagas das empresas devem ser ocupadas por aprendizes, e que tais políticas sejam efetivadas, respectivamente. Assim, conseguir-se-á manter o pleno emprego entre os jovens do país.