As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/03/2019
A Revolução Industrial provocou mudanças profundas nos meios de produção, a substituição do homem pela máquina causou um enorme desemprego que ocorre até os dias atuais. Ademais, as exigências do mercado de trabalho passaram a ser cada vez maiores gerando uma maior dificuldade, principalmente dos jovens, no seu ingresso.
Segundo o diretor do grupo padrão, Jacques Meir, a geração mais preparada, informada e educada é a atual, mas também a que tem maior taxa de desemprego. Isso se da ao fato das empresas exigirem cada vez mais ao contratarem um funcionário, um de seus principais requesitos é experiência, a situação é notada no dado fornecido pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), onde mostra que as chances de um jovem que nunca trabalhou conseguir um emprego é 64% menor do que a de um que já trabalhou. Por conseguinte, a falta de oportunidade para inexperientes agrava ainda mais o quadro de desemprego.
Ademais, apesar da geração atual ser a mais informada e educada comparada as outras, uma falha ainda persiste em sua formação. O educador Paulo Freire critica o que ele chama de Educação Bancária, onde ocorre o depósito de conteúdo sem aplicação prática na vida cotidiana. Desse modo, fica claro que, apesar do preparo teórico, a aplicação pratica é fundamental na formação do indivíduo, agregando-o a tão requisitada experiência e tornando ele mais preparado e consciente do seus aprendizados.
Mediante ao elencado, faz-se necessário medidas para resolver essa problemática. Em primeiro ponto, o Ministério do Trabalho deve exigir das empresas um percentual mínimo de jovens trabalhadores que não possuem experiência no mercado de trabalho, assim terão mais oportunidade de adquiri-la. Além disso, o Ministério da educação deve exigir na grade curricular, tanto do ensino médio quanto superior, a aplicação das matérias aprendidas, aumentando o número de debates entre os alunos, mediados pelos educadores e a carga horária da prática, por meio de simulações no ambiente escolar ou estágios em possíveis locais de trabalho. Assim, além de ter uma formação mais coesa com a necessidade do jovem e do mercado, teremos uma mudança no quadro de desemprego.