As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 21/03/2019

A Revolução Francesa e o ideal Iluminista, no século XVIII, fizeram emergir a concepção da igualdade e da liberdade sociopolítica. Hodiernamente, essa proposição é mística, sendo sua prática antagônica, haja vista, que o sistema financeiro prima pela excelência, inviabilizando o adendo dos jovens ao mercado de trabalho. Diante disso, é imprescindível a viabilização de medidas apaziguadoras dessa problemática.

Precipuamente, é mister a necessidade de discursões acerca desse contexto, remetendo a lógica etária e de sucessão social, política e econômica. O mercado de trabalho, em vista do modelo de produção capitalista, preza pelo tecnicismo concomitante à experiência, sendo a juventude, uma camada desprestigiada. De maneira análoga, pode-se constatar, no Brasil, que a ausência de ações governamentais efetivas na qualificação de profissionais e no auxílio a conquista do primeiro emprego, é uma forma de segregar um grupo social que norteia o futuro da nação.

Outrossim, evidencia-se o fato de a formação educacional dos brasileiros não ter como princípio a preparação para as exigências do mercado de trabalho, deixando lacunas e acarretando despreparação. Nessa perspectiva, Aristóteles, argumentava que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Em vista disso, o acesso ao trabalho, proporciona, a juventude, um meio para minimizar as dificuldades e mazelas sociais existentes no país.

Infere-se, portanto, a imprescindibilidade de medidas que atenuem a dificuldades do ingresso dos jovens ao mercado de trabalho. Destarte, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Economia – órgão responsável pelo sistema financeiro – promova o incentivo fiscal para empresas que contratem jovens e ainda, fortaleça políticas como o “Jovem Aprendiz”, fomentado o acesso ao primeiro emprego. Ademais, deve-se promover alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB, de modo a instituir o ensino profissionalizante obrigatório. Assim, esse cenário  tende a ser mitigado, revestindo uma sociedade mais justa e igualitária.