As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 22/03/2019

Durante a Era Vargas, o ensino era centrado no conhecimento técnico que possibilitava um emprego rápido após termina os estudos. Mas no século XXI, em um contexto de 4º Revolução Industrial, esse tipo de instrução está ficando desvalorizada. Ao inserir essa mudança na realidade brasileira percebe-se uma crescente quantidade de jovens desempregados ou que não consegue seu primeiro emprego. Isso se deve, sobretudo, a falta de possibilidades e as mudanças no mercado de trabalho, como por exemplo, a automação de determinados postos de trabalho.

Sob esse viés, a falta de oportunidades no mercado formal agrava ainda mais o problema, pois se o jovem conseguir um emprego será no mercado informal onde ele poderá ficar exposto a abusos, como por exemplo, remuneração abaixo do mínimo legal. Além disso, os trabalhadores quando começam a trabalhar cedo, muita das vezes é para ajudar na renda familiar para isso abandonam a escola, prejudicando ainda mais o seu futuro, visto que sua formação profissional ficará comprometida, pois ficará limitado a postos de trabalho que não pedem formação educacional, por consequência, a remuneração será baixa. Nessa situação, a recessão econômica que o Brasil vem enfrentado nos últimos anos ampliou o problema, pois as demissões foram voltadas, principalmente, para os jovens, dado que no segundo semestre de 2016, do total de desempregados com idade entre 18 e 24 anos, apenas 25% conseguiram uma nova colocação no mercado de trabalho, enquanto 57% estão desempregados há mais de uma ano.

Nesse contexto, existem outros caminhos para o mercado de trabalho, entre eles tem o estágio e por meio do conteúdo digital. O primeiro caracteriza-se por um período de aprendizado em empresas ou em organizações, nesse processo o jovem ganha experiência em determinada área, o que favorece sua entrada no mercado, dado que sua formação profissional é superior à pessoa que não tem experiência. Já o outro processo é mais recente e caracteriza-se pelo uso das redes sociais com a finalidade de ganhar destaque no meio digital e, assim, fazer publicidade, mas esse método não abrange todos, pois são poucos os que conseguem viver disso, esse processo está se tornando uma opção, principalmente, para as futuras gerações, onde vão ter um contato ampliado com a tecnologia.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a resoluçao do problema, urge que o governo por intermédio do Ministérios do Trabalho e emprego (MTE)  amplie a oferta de estágio, para isso é preciso que relaciona-se com empresas, a fim de garantir o emprego após o processo. Ademais, o MTE deve ampliar a fiscalização no mercado informal, com finalidade de evitar abusos cometidos, sobretudo, contra jovens e dessa forma garantir seus direitos.