As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 21/03/2019
Ao longo da história, o significado de trabalho mudou à medida que a sociedade modificava seu modo de produção. Como se observa que, a partir do capitalismo industrial o modelo fomentado foi o assalariado, conhecido como mercado de trabalho, em que o indivíduo vende a sua força de trabalho em troca de um salário. Contudo, atualmente, percebe-se a dificuldade do jovem adentrar nesse sistema. Isso acontece, principalmente, pela falta de preparo dessa faixa etária e pela permanência dos ideais machistas.
Em primeiro lugar, segundo o relatório divulgado pelo Banco Mundial, aproximadamente, 25% da população jovem brasileira está desvinculada da produditividade. Uma realidade que possui como uma das causas, a falta de preparo da juventude para se enquadrar nas exigências presentes no mercado. No entanto, devido à segregação na qualificação de capacitação do indivíduo nas diferentes estruturas sociais, haja vista que o ensino básico das escolas públicas, em sua maioria, é precário, enquanto das instituições privadas fuciona, determina, assim, que a parcela da juventude que se encontra nas classes sociais mais baixas são majoritariamente os que estão em situação de desemprego.
Ademais, ao analisar os dados da Organização Internacional do Trabalho, OIT, apenas 45,6 % das mulheres estão inseridas na força de trabalho no Brasil, já os homens 76,1 % estão empregados. Dessa forma, revela uma discrepância de gênero, a qual é decorrente, essencialmente, pela influência de uma sociedade que durante séculos se estruturou na organização patriarcal, em que o provedor da renda da familia cabia ao sexo masculino, enquanto o feminino era destinada apenas ser dona do lar. Dessa forma, apesar da população não se encontrar mas nesse conjectura social, nota-se que ainda a mulher é subjugada como o “segundo sexo”, conforme elucidou a escritora Simone Beauvoir, consoante a isso, impossibilita a construção de um mercado de trabalho justo.
Portanto, faz necessário que o Estado viabilize um ensino público de qualidade, para tanto, requer que esse órgão disponibilize uma maior parcela dos tributos recolhidos para reconstrução da sua educação, por meio de melhorias na infraestruturas das escolas, mas, principalmente, na estruturação do ensino básico, o qual venha dialogar os conhecimentos cognitivos com habilidades socioemocionais e, assim, estimule ao máximo a capacidade do indivíduo, com o objetivo de potencializar o seu crescimento econômico. Outrossim,, cabe à mídia, por intermedio de comercias e propagandas, alertar a população sobre os prejuízos da permanência do machismo, essencialmente, para as mulheres que estão iniciando sua vida em relação ao mercado de trabalho a fim de que, desse jeito, auxilia o corpo social a não subjugar a mulher mais como o segundo sexo.