As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 04/06/2019
Na década de 80, devido o cenário de constantes crises econômicas, os jovens passaram a buscar uma inserção no mercado de trabalho, com o intuito de auxiliar no sustento familiar. Sabe-se que estes enfrentaram dificuldades para conquistar o primeiro emprego formal. No entanto, na sociedade contemporânea a juventude ainda carece de oportunidades de trabalho, tendo como principal motivo a falta de experiência e como consequência o aumento do trabalho informal. Situação que necessita ser amenizada.
Pode-se mencionar, por exemplo, a teoria da Tábula rasa, do filósofo John Locke, que explica que o ser humano não nasce com nenhuma ideia, o conhecimento é adquirido ao longo da vida por meio das experiências. Dessa forma, quando uma empresa não contrata um jovem por falta de experiência, a própria instituição está negando uma oportunidade de qualificar esse indivíduo que está em busca de ter seu primeiro contato com o mercado de trabalho.
Outrossim, é uma questão de razão direta, em que quanto maior a porcentagem de jovens desempregados, maior será o número de trabalhos informais, visto que não exigem qualificação prévia. Ademais, segundo o PNAD, Pesquisa nacional por amostra de domicílios, cerca de 48% dos jovens não possuem carteira assinada, no entanto, 15% desses trabalham, logo, estão numa ocupação informal em que não há o devido respeito e obediência às leis trabalhistas.
Em suma, é necessário que o Governo Federal, através do Ministério do Trabalho e o Ministério da Educação, intensifique a ampliação do Programa Jovem Aprendiz. Por meio de cursos preparatórios durante o ensino médio e maior fiscalização nas empresas brasileiras. Dessa forma, o jovem terá qualificação em alguma área específica e a fiscalização verificará se as instituições estão disponibilizando as vagas garantidas por lei para a juventude. Estes são os primeiros passos para amenizar essa realidade.