As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 09/04/2019

Equilíbrio Laboral

O Artigo 3° da Constituição Federal de 1988 garante o estabelecimento de medidas para alcançar o desenvolvimento nacional, de forma em que todos sejam abarcados. Entretanto, os impasses para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho fazem com que esse desdobramento não seja desfrutado pela parcela mais nova da sociedade. Nesse sentido, vale analisar a negligência governamental e a postura exigente dos contratantes como os principais impulsionadores do problema.

Primeiramente, cabe ressaltar que a ausência de qualificação profissional dificulta a busca por um emprego. Sob esse viés, o cenário econômico pós- Guerra Fria resultou na supremacia capitalista, segundo a qual possui como principais características a competitividade e a atuação mínima do Estado.Nesse contexto, o Governo, ainda que mínimo nas relações econômicas, não investe adequadamente em mecanismos para que os jovens possam concluir o ensino médio e assumirem um cargo profissional. Consequentemente, evidencia-se o fenômeno da evasão escolar, a qual resultará na ampla disputa tardia no ramo laboral.

Ademais, a falta de experiências do trabalhador notada pelos contratantes compromete o acesso pleno ao cargo almejado. Nesse sentido, com a ocorrência da Revolução-Técnico- Científico-Informacional, houve o processo de desemprego estrutural-substituição de trabalhadores por máquinas- e, por conseguinte, a ampliação do setor terciário. De maneira análoga, o alcance restrito dos atuais projetos governamentais. que deveriam possibilitar o contato com o cenário trabalhista, intensifica os fenômenos da 3° Revolução Industrial. Com efeito, nota-se a prevalência de posturas anticompetitivas pelas empresas contratantes, as quais, de maneira injusta, possuem como requisito básico a experiência do candidato ao cargo.

Portanto, fica clara a necessidade de medidas que promovam a inserção do jovem em postos trabalhistas. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura(MEC) deve aprimorar os programas que incentivam o jovem a ingressar no mercado de trabalho, realizando palestras e visitas em empresas com os alunos das escolas, com o intuito de apresentar, desde a idade mais terna, as novas tendências laborais. Somado a isso, o Ministério do Trabalho (MT) pode estabelecer cotas de emprego para trabalhadores jovens, além de oferecer treinamento e capacitação nas empresas, para que o trabalhador possa se estabelecer da melhor forma em seu cargo. Somente assim será possível afastar a mocidade do desemprego e atingir o equilíbrio laboral para todos.