As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/04/2019
Sociedade apática
No período colonial, a figura indígena não se adaptou às condições de trabalho impostas pelos colonizadores, impedindo sua escravização, explicada erroneamente pelo caráter preguiçoso do índio. De maneira análoga, a juventude hodierna é reconhecida por não ser hábil ao mercado, por sua condição apática. Dessa maneira, se torna evidente o desinteresse do recém-formado direcionado à empregabilidade, reflexo do mau uso dos meios de compartilhamento, em conjunto do estímulo ineficiente à formação profissional.
Diante dessa conjuntura, é notável, em primeira análise, que a natureza do homem de comparação com os demais é agravada com uso das redes sociais. Em sites do gênero, fica evidente a exposição desnecessária da rotina de diversas celebridades. Ao adotar-se o ideário de Durkheim, que na teoria do Fato Social afirma a existência de normas de comportamento em comum das sociedades, é perceptível que a despreocupação com o crescimento profissional mostrado nas telas induz o adolescente à ignorar esse. Portanto, é indubitável que a vida livre de assuntos profissionais mostrada nas redes sociais se configura como fator causal ao desinteresse dos jovens para com a área.
Ademais, é visível também que a falta de medidas no meio acadêmico que objetivem atrair o jovem para seu desenvolvimento se reflete em problemas em sua inclusão ao mercado de trabalho. “A educação é a arma mais poderosa para transformar o mundo”. A célebre frase de Nelson Mandela explica a importância de projetos nas escolas do país que busquem inserir os formandos na prática profissional. A indecisão no momento da escolha de carreira é determinante para o desinteresse do cidadão com a formação acadêmica, pois ele se vê pressionado pela sociedade, o que pode acarretar más decisões e futura infelicidade. Desse modo, é incontrovertível que a escassa atuação de colégios de todo o país no direcionamento do jovem se caracteriza como problemática.
Destarte, devido ao supracitado, se torna claro que medidas devem ser realizadas para superar o desinteresse da parcela juvenil. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de campanhas nas redes sociais, guiar o indivíduo, para que esse seja capaz de se preocupar com seu rumo acadêmico, ao expor o problema e induzi-lo à reflexão. Outrossim, se torna necessária ação de escolas de todas as regiões do país, por meio da contratação de profissionais, realizar seminários e palestras, além de testes vocacionais e conversas com psicólogos, com intuito de direcionar o adolescente ao caminho preferível, com base na ciência comportamental. Com isso, portanto, será possível se viver em um país mais justo, consciente e evoluído.