As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 18/05/2019

A globalização modifica constantemente as formas de interação e produção entre os diversos tipos de mercado, inclusive o de trabalho. Desse modo, as novas aptidões e exigências para ingresso acirram, ainda mais, as severas dificuldades enfrentadas pelos jovens na conquista de um ofício, o que se deve a fatores como imaturidade, fragilidade nas habilidades comunicativas e inexperiência técnica.

Em primeiro plano, confirma-se em dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que a população juvenil entre 15 e 24 anos ocupa 16,22% da taxa total de desempregados, vítimas da recessão. Além disso, outro aspecto relevante é a existência de alta expectativa em relação ao mundo corporativo, ansiedade, imediatismo e pressões familiares. Dessa maneira, as incertezas e desequilíbrio emocional interferem, negativamente, nos processos seletivos.

Ademais, os novos requisitos para inserção e permanência sujeitaram os atuais empregados a requalificarem-se profissionalmente. Nessa perspectiva, a juventude, deficiente em qualificações práticas e vulneráveis na construção de relacionamentos, apesar de vigorosa, dotada de conhecimento e intimidade tecnológica, está competindo com uma geração experiente e atualizada. Entretanto, é importante ressaltar as vantagens que ela possui nos setores com maior uso de tecnologia.

Logo, fica evidente os desafios enfrentados pelos jovens na tentativa de ingressarem no mercado de trabalho. A fim de minimizar os elementos desfavoráveis, eles deveriam direcionar seus esforços em busca de oficinas de profissões, terapias comportamentais e adoção de postura pró-ativa. Através de participação em cursos online e presenciais oferecidos na internet, câmaras de dirigentes lojistas e prefeituras, iriam adquirir o entendimento da dinâmica corporativa e principalmente o autoconhecimento. A educação continuada agrega valor ao candidato e propicia um ambiente favorável.