As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/05/2019

A obra literária de Lima Barreto, “Triste fim de Policarpo Quaresma”, ilustra a ruptura da visão idealista do Brasil, pelo personagem principal, pois Policarpo se depara com os problemas socais enfrentados rotineiramente pelos brasileiros. Nesse contexto, o cenário atual, poderia ser mais um capítulo dessa obra, visto que as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho é uma problemática significante. Dessa forma, é indubitável que tal situação é proveniente da inercia estatal, cuja não oferece condições para que o jovem potencialize suas capacidades e habilidades.

Em primeiro plano, é inegável que, após a Revolução Técnico-Científica, as relações interpessoais e o mercado de trabalho mudaram, não são mais sólidas. Com isso, a contemporaneidade é flexível e a mudança é constante, bem como assegurou o sociólogo Bauman ,no livro ,“Modernidade Líquida”. Assim, para ingressar e ser bem-sucedido no mercado, o jovem deve acompanhar essas mudanças, exemplificando, ter um conhecimento plausível nas áreas da tecnologia, falar um segundo idioma e saber trabalhar em grupo. Entretanto, nota-se que a formação acadêmica, oferecida pelo sistema público de ensino, não é efetiva, porquanto não há uma capacitação plena para o mercado de trabalho, uma preparação que alie o conhecimento formal junto com a pratica, para que as habilidades dos indivíduos sejam contempladas na sua totalidade.

Em segundo plano, sabe-se a decisão da carreira profissional não é fácil, em razão dos diversos fatores que devem ser levados em consideração no momento em que a escolha é feita. Por conseguinte, é notório que a educação no Brasil não é uma prioridade dos gestores públicos, pois não é oferecido aos alunos, na escola, auxilio para escolher uma profissão. Dessa maneira, muitos adolescentes no Ensino médio se sentem perdidos e escolhem equivocadamente um curso superior, resultando posteriormente uma insatisfação e dificuldade de ingressar no mercado de trabalho.  Logo, torna-se verídica a letra da música da banda Charlie Brown “O jovem no Brasil nunca é levado a sério”.

Portanto, diante dos argumentos supracitados, faz-se necessário a atuação eficiente do Estado a fim de amenizar essa problemática.  Com efeito, urge ao Ministério da Educação, por intermédio do Poder Municipal, criar nas escolas, feiras de profissões, sendo cada tenda ministrada por profissionais da especializados, a fim de que o aluno conheça mais sobre as possíveis áreas para atuar no mercado de trabalho.  Ademais, é preciso que, por parte dos mesmo órgãos competentes, promova-se, nas universidades públicas, aulas extracurriculares que objetivam o aprimoramento do estudante, habilitando-o com cursos básicos de computação e idiomas estrangeiros, para que os jovens estejam mais aptos as mudanças e a liquidez do mercado, bem como afirmou sociólogo Baumam.