As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/05/2019

De acordo com o sociólogo alemão Karl Marx, o trabalho é aquilo que move o homem, sua fonte de sustento e sobrevivência desde o início da civilização. Nesse viés, tendo em vista toda essa importância atribuída ao trabalho, percebe-se o quanto é preocupante o fato de existirem diversos obstáculos para inserção dos jovens nesse mercado. Assim, faz-se necessário não só analisar os desafios sociais e econômicos encontrados por esse grupo para ingressar no mercado de trabalho, mas também buscar meios para mitigá-los.

A princípio, cabe destacar a grande exigência dos empregadores como empecilho na questão. Isso porque, em geral, são cobradas dos candidatos competências -como habilidades tecnológicas, conhecimento de línguas estrangeiras e experiência laboral- que são incompatíveis com o nível de educação básica do brasileiro médio, devido a educação sabidamente deficitária que o Brasil possui. Dessa forma, há a geração de um grande número de excluídos, que, por não possuírem qualificação suficiente, são dispensados do mercado. Prova disso são os dados recentes do IBGE que afirmam que cerca de 13% da população está desempregada e que grande parte desse número corresponde a pessoas sem qualificação.

Ademais, convém salientar a pouca quantidade de vagas atualmente oferecidas. Isso ocorre tanto por causa dos volumosos impostos que precisam ser pagos pelos contratantes ao adquirir funcionários quanto devido a toda a burocracia envolvida no processo de contratação, que desestimula as admissões principalmente em pequenas e médias empresas. Dessarte, esse, somado aos outros fatores, contribui para uma grande concorrência no mercado laboral, que seleciona poucos. Consequentemente, cresce cada dia mais o número de pessoas que optam por exercer trabalhos que estão aquém de suas capacidades ou, ainda, por ingressar no mercado informal. Um dado que comprova isso é o fornecido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada o qual afirma que cerca de 30% dos jovens que já trabalharam ingressam no mercado informal.

Torna-se evidente, portanto, que o mercado de trabalho enfrenta dificuldades e medidas são necessárias para resolver a situação. A priori, é dever do governo, como alternativa a curto prazo, buscar atrair empresas para o país, mediante incentivos fiscais, no intuito de gerar mais empregos; a longo prazo, esse deve também, por intermédio do MEC, investir na qualificação da mão de obra do trabalhador brasileiro por meio de oferecimento de cursos técnicos e superiores de forma facilitada, visando gerar adultos que efetivamente sejam aptos a trabalhar e se desenvolver financeiramente. Tudo isso para que o jovem posso ter acesso ao famoso objeto de estudo de Marx, o trabalho.