As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/05/2019
Com a gênese da Revolução Industrial e a eferverscência da economia da época, crianças e adolescentes foram inseridos precocemente no mercado de trabalho, sendo, muitas vezes, explorados em rotinas exaustivas e degradantes. No contexto atual, os jovens enfrentam dificuldades para ingressarem no mercado de trabalho, devido, principalmente, a questões relacionadas à escolaridade e à inteligência emocional, fator fundamental para o desenvolvimento de um bom ambiente de trabalho.
Nesse aspecto, os jovens mostram-se pouco preparados para lidar com fatos inerentes à vida em sociedade, como frustração e quebra de expectativa, situação que reflete diretamente em seu desempenho no mercado de trabalho. Uma prova disso é que, tal amadurecimento tardio dificulta a inserção do jovem em empresas, que, majoritariamente, buscam indivíduos emocionalmente estáveis. Com isso, mesmo que possuam curso superior, característica divergente em relação à geração anterior, os jovens tendem a aceitar empregos que paguem menos ou que estejam fora de sua área de atuação, de acordo com a pesquisa da Mindminers, para inserirem-se no mercado de trabalho.
Ademais, a geração Z, que contempla os nascidos após 1996, vivencia continuamente os resultados de crises econômicas globais, como a de 2008, e a recessão brasileira, iniciada em 2014. Dessa forma, de acordo com a IPEA, os jovens são os mais afetados por tais conjunturas econômicas, pois, devido a elas, apresentam maiores chances de demissão e maior dificuldade em conseguir um emprego formal. Como consequência indireta, estudantes que precisam pagar a universidade ou ajudar na renda da família, prejudicada pela crise econômica, entram para o rol da “Geração Nem Nem”, que refere-se a jovens que não estudam e nem trabalham, porcentagem que cresce no país. Assim, sem oportunidade de emprego e sem conseguir, em alguns casos, ingressar no ensino superior por razões financeiras, o jovem fica à margem do mercado de trabalho.
Diante do exposto, a fim de facilitar a inserção e a permanência do jovem no mercado de trabalho, é imprescindível que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, ofereça acompanhamento psicológico aos estudantes inseridos no programa “Jovem Aprendiz” para aliar a experiência de mercado com o amadurecimento emocional. Ademais, as Secretarias de Educação devem realizar palestras e “workshops” nas escolas, a fim de viabilizar o contato com o mercado de trabalho, a partir da parceria com empresas. Com isso, a dificuldade dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho seria diminuída, bem como os problemas relacionados a essa situação.