As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
No contexto da atual Revolução Industrial, as relações sociais mudaram, o advento de novas tecnologias, a melhora no sistema de comunicação e a universalização do acesso a informação são exemplos desta mudança. Com isso, o papel social do trabalho também foi alterado, e esta mudança afetou principalmente os mais novos, testemunhas de uma possível transição da Terceira para a Quarta Revolução industrial. Dos jovens é exigida uma maior qualificação e um preparo bem feito para assim haver o ingresso correto no mundo do trabalho.
Em um mundo de distâncias cada vez mais encurtadas tem-se o acirramento na concorrência pela vaga de emprego. A especialização tornou-se uma arma fundamental nesta disputa, os números do IBGE mostram que no Brasil, em Fevereiro de 2018, um concorrente que não tenha completado o Ensino Médio tem 20,40% de chance de encontrar-se desempregado. A dificuldade é maior para um jovem de 14 à 24 anos o qual possui 64,30% de chance de estar nesta estatística de desempregados. Pode-se concluir que o Ensino Médio, tornou-se exigência miníma para a aspiração a um cargo no mercado, além da necessidade de uma afinidade com tecnologia e domínio de línguas estrangeiras. Este jovem por sua vez, demanda por cargos mais altos, considerados por eles como adequados as suas habilidades, desejo que pode gerar frustração ao deparar-se com a realidade do emprego de cargos mais baixos. Os que desejam ingressar no mercado deveriam ser melhor instruídos para que não haja este descontentamento.
Qualquer aspirante a líder necessita de uma boa rede de apoio a qual será constituída no mundo empresarial. Na décima terceira pequisa “Empresa dos sonhos” constatou-se que entre os 52 mil estudantes universitários e recém-formados havia um desejo comum de chegar a cargos de chefia em até dois anos. Um sentimento justificável, visto que ao final de cada ano letivo um estudante que seja mediano será recompensado com a aprovação, entretanto há um perigo, porque no mundo corporativo um trabalhador mediano não-necessariamente será reconhecido e recompensado.
Levando em consideração as dificuldades que os jovens estão se apresentando. O Ministério da Educação deveria criar um programa de aconselhamento para os futuros profissionais, nas escolas e universidades, visando uma maior valorização do seu início de carreira e explicando sua importância na construção de uma carreira solida. Por sua vez, o Ministério do Trabalho deveria incentivar não só a contratação, como também o acompanhamento de jovens profissionais, utilizando-se de relatórios em conjunto com as empresas para que estes obtenham um maior desenvolvimento como trabalhadores, para que enfim, o país possua profissionais qualificados e prontos para assumirem cargos de chefia.