As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 16/05/2019

Em 2000, foi criada a Lei do Aprendiz, que tem como propósito a inserção no ambiente de trabalho e a obtenção de experiência por indivíduos entre 15 e 24 anos. No entanto, mesmo com a criação desse programa, as dificuldades para a parcela mais jovem conseguir um primeiro emprego ainda são elevadas no país. Diante disso, valida-se a discussão acerca do jovem no mercado de trabalho como dificultada pela preferência por candidatos especializados, acarretando a alta taxa de desemprego entre essa fração social.

A priori, é importante destacar que a predileção das empresas por candidatos qualificados é o principal empecilho para os jovens se estabelecerem no mercado de trabalho, que em função disso, apresentam maiores dificuldades para obter o primeiro emprego. Nessa perspectiva, de acordo com Organização Mundial do Trabalho e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a necessidade por trabalhadores de nível médio está em progressivo declínio e as chances de um indivíduo sem experiência ser empregado é 64% menor do que os que já trabalharam. Em vista disso, fica explícito que as barreiras entre os jovens e o âmbito empregatício persiste, haja vista o mercado cada dia mais preocupado com a especialização e experiência dos candidatos.

Em segunda análise, em consequência da preferência das empresas por candidatos qualificados, a parcela social entre 15 e 24 anos é afetada negativamente e com isso a taxa de desemprego nessa faixa etária permanece crescente. Nesse ínterim, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dos quase 12 milhões de desempregados no país, os mais prejudicados são os mais novos, que a cada 100 candidatos desse grupo, 28 estão sem emprego. Destarte, as dificuldades enfrentadas pela população jovem são evidenciadas, principalmente, pelas exigências do mercado que não só restringe o público empregado, mas força a intensificação dos trabalhos irregulares na nação verde e amarela.

Depreende-se, portanto, que os empecilhos enfrentados pelos jovens no mercado de trabalho é uma problemática hodierna que precisa ser sanada. Assim, é fundamental que o Estado, juntamente com o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho, por meio da prestação de subsídio financeiro, proponha a criação de projetos de capacitação juvenil em escolas públicas de ensino básico, contendo cursos nas áreas de mais necessidade profissional no país, como a de tecnologia, bem como a obrigatoriedade de estágio no seu respectivo curso. Tal medida, parece com o intuito de oferecer aos mais novos meios para se qualificarem, objetivando a ampliação da empregabilidade entre esse público e a redução do desemprego no país.