As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
A modernidade trouxe mudanças nas interações sociais, especialmente nas relações profissionais. Sob esse viés, hoje, o cenário mundial exige do candidato a um emprego muito mais do que um saber técnico; assim, aptidões como criatividade, qualificação e pensamento crítico são essenciais. Nesse contexto, o Brasil vem enfrentando impasses que dificultam a inserção dos jovens no mercado de trabalho, conjuntura que se relaciona não só com o atual sistema de ensino, mas também com a desigualdade social.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a juventude é a mais afetada pelo desemprego no brasil. Desse modo, uma das principais causas que impulsiona essa realidade consiste no atual Sistema de Ensino Brasileiro. Indubitavelmente, a forma de educar os indivíduos se tornou um obstáculo na inserção do jovem no âmbito profissional, uma vez que o ensino não oferece, de modo geral, uma base cognitiva suficiente para o desenvolvimento intelectual do cidadão. Em outras palavras, o brasileiro se comporta como um robô em sala de aula, ao invés de ser um estudante ativo e autônomo no processo de aprendizagem. Logo, sem a fomentação do ensino prático, de disciplinas que desenvolvam o senso crítico e criativo, a juventude não se torna plenamente capacitada para ser incluída em um mercado de trabalho tão exigente.
Por outro lado, o Brasil está inserido em um cenário capitalista, e como é destacado na obra “O capital do século XXI”, do economista Thomas Piketty, esse sistema não tem o intuito de produzir e distribuir riquezas de forma homogênea. Desse modo, o Brasil é, atualmente, uma nação de contrastes, haja vista que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o país possui um elevado índice de desigualdade social. Assim, o surgimento de uma população que tem escassas oportunidades, sobretudo educacionais, promove cada vez mais a rejeição dessa pelo âmbito profissional. Trata-se, portanto, de uma realidade em que uma parcela muito significativa fica exclusa de um ensino superior, curso de língua estrangeira, entre outros. Como resultado dessa conjuntura, tem-se o aumento do desemprego entre o jovens.
Assim sendo, nota-se que a falta de um sistema educacional de qualidade e democrático tornou-se um empecilho para a inserção da juventude no contemporâneo mercado de trabalho. Dessa maneira, é imprescindível que o Ministério da Educação, em conjunto com as Secretarias Educacionais, fomente uma política de modernização do ensino brasileiro, a qual pode ser obtida por meio do maior investimento em pesquisa, no estímulo à criatividade e senso crítico, além de trazer a tecnologia para a sala de aula das instituições. Como fim, espera-se uma população mais capacitada e qualificada para atender às expectativas do meio profissional.