As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/05/2019
De acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir a manutenção dos direitos fundamentais da população. Atualmente, no entanto, faz-se necessário debater sobre as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, visto que o Brasil pode estar perdendo a última parcela significativa de jovens adentrando na população economicamente ativa do País.
Para o sociólogo Émile Durkheim, um fato social configura um conjunto de valores que insere o indivíduo como fruto do meio em que está inserido. Sob essa ótica, pode-se inferir que devido à realidade social de grande parte dos jovens no Brasil, muitos estão perdendo o interesse pelos estudos. Desse modo, a crescente demanda por especialização do trabalho tem dificultado a inserção desse contingente no meio laboral. Segundo pesquisas realizadas pelo Estudo do Banco Mundial, 52% dos jovens entre 15 e 29 anos corre o risco de não conseguir entrar no mercado de trabalho.
Nesse ínterim, devido ao processo de envelhecimento populacional, o potencial produtivo brasileiro será moldado, cada vez mais, pela atual juventude. Sendo assim, cursos capacitantes, graduações e especializações serão cada vez mais valorizados, corroborando uma interdependência entre habilidades técnicas e pessoais. Portanto, o Governo deve investir no fomento à educação, capacitando e tornando os jovens aptos para ingressarem na população ativa do Brasil.
Por conseguinte, é dever do Ministério da Educação implementar debates e palestras em escolas e em universidades a fim de esclarecer a importância da profissionalização para o ingresso no mercado de trabalho. Para isso, cabe ao Governo ofertar oportunidades de estágios para estudantes de baixa renda, expostas nessas palestras, em parceria com empresas privadas, através de um incentivo fiscal. Desse modo, será possível capacitar os jovens , sem prejudicá-los economicamente, para as atuais demandas do mercado de trabalho.