As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/05/2019

Na época da Revolução Industrial, a quantidade de jovens presentes nos setores trabalhistas era elevada, independente da insalubridade do meio. No entanto, no que tange ao período atual, é visível a dificuldade existente na inserção de jovens no mercado de trabalho devido ao nível de qualificação exigido pelo setor e a deficiência de formação de capacitação desses indivíduos. Dessa forma, convém analisar tal cenário que configura um problema social que deve ser solucionado.

Em primeiro plano, é perceptível um mercado de trabalho exigente em relação a seus potenciais funcionários devido a necessidade de produtividade cada vez maior. Segundo dados de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 50% dos jovens desempregados são semi-qualificados, o que reflete a tendência seletiva baseada na experiência no meio. Percebe-se, dessa forma, que é inadmissível a presença de um setor com tais exigências em um país com grande número de jovens impossibilitados de receber uma qualificação prévia para a ingressão em tal esfera.

Paralelamente ao supracitado, evidencia-se uma comunidade de jovens inaptos a receber qualificação necessária para ingressar o mercado de trabalho devido a necessidade presente em seu cotidiano, já que muitos têm de executar trabalhos informais como forma de renda, por serem mais acessíveis. Segundo dados de pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pode-se verificar cerca de 40% dos indivíduos juvenis desempregados ou sujeitos a trabalhos insalubres por causa da falta de experiência requisitada por tal esfera. Dessa forma, com o setor trabalhista cada vez mais exigente é indubitável a presença de uma base educacional que vise as competências necessárias para a formação de jovens capacitados para atender as demandas do meio trabalhista.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir uma melhoria perante as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho. Dessa forma, urge que devem ser executadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) implementações nas áreas de capacitação dos jovens no setor trabalhista, como a ampliação do Programa “Jovem Aprendiz” para atender ao maior número de indivíduos e qualificá-los para o meio de trabalho tão competitivo. Além disso, a família e a escola como agentes formadores de opinião devem promover desde a base educacional testes e incentivos vocacionais para que os adolescentes formem uma escolha profissional previamente à sua qualificação. Dessa maneira, pode-se superar o percentual de desemprego entre jovens de forma eficiente no Brasil.