As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 13/05/2019

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um ‘‘corpo biológico’’ por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Nesse contexto, para que esse organismo funcione de modo igualitário e coeso, é preciso que os direitos e deveres dos cidadãos sejam preservados. No entanto, no Brasil, isso não é garantido, pois em pleno século XXI, os brasileiros jovens são alvos de múltiplas dificuldades em sua inserção no mercado de trabalho. Tendo isso em vista, rever a situação a qual estão inseridos é de suma importância para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.

Primeiramente, apesar da ‘‘geração y’’ estar inclusa em um momento movido por transformações que garantiriam-lhes, a priori, mais conexões e mobilidade, a globalização trouxe consigo a necessidade de maior qualificação e maturidade para fazer parte dela. Assim, pessoas que possuíam o nível de instrução fundamental e médio conseguiam, antes, se afixar sem maiores complicações. Ao transcorrer dos anos, no entanto, essa garantia fragilizou-se e começou a exigir maiores níveis de instrução dos indivíduos e de igual importância, intimidade com a tecnologia e atitude perante pressões, decisões e escolhas em seu meio de trabalho.

Ademais, é crescente entre os jovens a exigência e pressa pelo destaque profissional de maneira a levá-los a frustração se não conseguirem o almejado. Nesse viés, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a taxa de desemprego é maior entre os jovens e 75% deles não conseguem realocação rapidamente. Além disso, a experiência, importante requisito exigido pelas empresas é desprezado pelos trabalhadores de 15 a 24 anos, garantindo maiores oportunidades à parcela de 25 a 64 anos.

É evidente, portanto, que ainda há entraves na solidificação de medidas a fim de diminuir essa inercial problemática. Diante dessa realidade, é necessário que os principiantes ao mercado de trabalho, além de conhecerem a conjuntura atual de mercado, terem autoconhecimento por suas reais preferências e trabalharem por isso através de cursos superiores, estágios, experiências, cursos onlines e/ou presenciais a fim de utilizarem, ao serem contratados, todo seu repertório em prol de seus próprio crescimento e da sociedade em geral. Além disso, o governo deve auxiliar com políticas que garantam a inserção desses jovens trabalhadores no início de suas carreiras, garantindo que não haja concorrência para prejudicar a parcela mais madura. Certamente, diante desse esforço conjunto, não haverá barreiras capazes de minimizar o impasse.