As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/05/2019

Durante a Revolução Industrial, principalmente no século XVIII, jovens e crianças eram submetidos ao trabalho informal nas fábricas, o que acarretava uma falta de perspectiva dessa classe na sociedade. Ainda nos dias atuais, o ingresso da parcela jovem da população no mercado de trabalho apresenta entraves, os quais necessitam imprescindivelmente de uma análise, haja vista a dificuldade dos jovens de tal entrada devido às exigências educacionais das empresas, bem como a ilusão jovial de uma ascensão profissional imediata.

Em primeira análise, existe, na maioria das vezes, uma dicotomia entre as aspirações joviais no âmbito profissional e os requisitos propostos pelo mercado trabalhista, o qual é um processo lento, constante e gradual de promoção e elevação de cargos empregatícios. Dessa forma, ao levar em conta o preeminente desejo de sucesso profissional, o indivíduo, muitas vezes, recusa-se a aceitar cargos menores, com menores remunerações e elevar-se gradualmente. Tal pressa de êxito também se contradiz com a principal exigência do mercado de trabalho atual, segundo o diretor do Grupo Padrão, Jacques Meir: curso superior completo.

Ademais, a educação, desde a básica até a superior, tem relação direta e proporcional com as melhores possibilidades de entrada no mercado de trabalho formal. Dessa forma, como foi dito pelo sociólogo brasileiro Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Assim, jovens submetidos a precárias condições educacionais, bem como os que são levados a trabalharem informalmente para ajudar no sustento familiar em detrimento da educação, têm suas perspectivas de ingresso no mercado de trabalho reduzidas e, consequentemente, uma baixa esperança de ascensão na sociedade.

É necessária, portanto, uma análise em torno das dificuldades dos jovens na entrada no mercado de trabalho. Para atenuar tal problemática, órgãos trabalhistas juntamente com as Secretarias de Educação devem ampliar o conhecimento dos jovens em relação a tal mercado, por meio de palestras e projetos em instituições de ensino e empresas, as quais mostrem a realidade profissional, bem como a relevância da educação e, consequentemente, ajudem na orientação profissional do indivíduo, para que esse atinja suas expectativas trabalhistas e altere o cenário de jovens desempregados no país.