As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/05/2019

Historicamente, a Primeira Revolução Industrial no século XVII proporcionou uma elevação na produção industrial em larga escala, aumentando a necessidade de mão de obra e gerando várias oportunidades de emprego na Inglaterra. Hodiernamente, no Brasil, o público jovem sofre dificuldades de inserção no mercado de trabalho, ora pela inexperiência, ora pela instabilidade do mercado. Nesse contexto, tais fatores hão de ser analisados, com objetivo de solucioná-los de maneira eficaz.

A priori, consoante Martin Luther King, a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em qualquer lugar. Sob essa ótica, a falta de experiência profissional torna-se um entrave no ingresso do jovem no mercado de trabalho, visto que empresas possuem vagas ociosas de emprego que exigem tempo de serviço elevado como requisito ao preenchimento dessas oportunidades, impossibilitando o jovem recém-formado a participar desses seletivos e elevando a probabilidade desse nicho à prática do comércio informal, conforme evidencia uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) a qual mostra que, em 2016, a probabilidade do jovem inexperiente entre 15 e 24 anos escolher o comércio informal como fonte de renda é 76% maior quando comparada as chances de adultos experientes. Dessa forma, medidas tornam-se necessárias para a dissolução dessa conjuntura.

Outrossim, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma sociedade de liquidez moderna, isto é, nada é feito para durar. Segundo essa máxima, a instabilidade de exigências profissionais configura-se como um agente que dificulta a inserção do jovem no mercado de trabalho, uma vez que esse público necessita estar constantemente atualizando seus conhecimentos para adequação ao mercado e não há oportunidades de cursos gratuitos que proporcionem essa reciclagem profissional, gerando uma desqualificação do perfil do candidato às vagas existentes e elevando as taxas de desemprego do país. Em decorrência disso, urge a necessidade de medidas que reformulem esse quadro deletério urgentemente.

Destarte, providências fazem-se necessárias para solucionar as dificuldades da inserção do jovem no mercado de trabalho. A fim de atenuar essa situação, é mister que o Governo Federal crie programas que auxiliem o jovem a adquirir experiência profissional. Tal medida deve ser feita, por meio do Centro Integrado Empresa-Escola, criando maiores convênios entre escolas profissionalizantes e empresas, com estágios remunerados de curta duração no período das férias escolares, com efeito de inserir experiências no currículo desses jovens e afastá-los da informalidade. Ademais, o Ministério da Educação deve criar cursos online gratuitos que reciclem os conhecimentos adquiridos ao longo da formação desse cidadão, adequando-o ao perfil de vagas ociosas existentes no mercado.