As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 17/05/2019
No século XIX, a Revolução Industrial promoveu uma série de transformações na sociedade, entre elas destaca-se a instituição do trabalho assalariado, que, mesmo em péssimas condições, empregou milhares de pessoas. Entretanto, com o passar dos anos esse ideal de contratação em massa foi perdendo espaço, sendo drasticamente reduzido com o avanço da globalização. Nesse viés, a esfera social contemporânea, principalmente o tocante juvenil, sofre com as consequências do mundo globalizado, enfrentando dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, fato que ocorre devido às exigências empresariais, além de estar relacionado com a negligência governamental referente à qualificação dos jovens brasileiros.
De fato, as exigências empresariais referentes às habilidades profissionais contribuem para a intensificação das dificuldades no ingresso à vida proletária. Nesse contexto, a maioria das empresas impõem uma série de especializações como requisitos essenciais para a contratação, circunstâncias que estreitam ainda mais as relações de contratação entre jovem candidato e patrão. Desse modo, essas exigências acabam excluindo milhares de jovens que, por não possuírem os requisitos impostos, são eliminados e impedidos de serem contratados.
Além disso, cabe salientar que a negligência governamental, no tocante da qualificação dos jovens também é um fator que coopera com as dificuldades do ingresso no mercado de trabalho. Dessa maneira, a ausência de políticas públicas voltadas para a qualificação e especializações dos jovens, favorecem o surgimento de barreiras que reduzem as oportunidades de emprego, trazendo frustrações ao jovem candidato. Assim, essa visão colabora com o conceito de Modernidade Líquida do sociólogo Zygmunt Bauman, que afirma a crescente mudança no âmbito social entre qualificação de mão de obra e redução de empregos.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Governo, em parceria com o Ministério da Educação, instituir, por meio de políticas públicas, projetos qualificadores em todas as escolas de ensino médio e técnico, com o objetivo de ensinar habilidades e disciplinas, tais como inglês e informática, que servirão de especialização e de qualificação para serem acrescentadas no currículo de uma futura vaga de emprego. Ademais, cabe às escolas promoverem palestras proativas e informativas, com o objetivo de induzir o alunado jovem a buscar práticas e técnicas para que seja possível ultrapassar com as facilidade as dificuldades no ingresso do primeiro emprego.