As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 13/05/2019

Partindo da premissa da criação dos primeiros programas para jovens aprendizes somente em meadas do século XX, evidenciam-se como extremamente recente as discussões voltadas para inserção do jovem no mercado de trabalho. Essa relativa demora ilustra a carência de iniciativas eficientes voltadas às demandas específicas, o que se deve a fatores como formação escolar frequentemente frágil e imaturidade juvenil.

Quando o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA - afirma que todo jovem tem direito ao amparo do Estado para garantir uma educação de qualidade, que deve incluir ações voltadas para orientação profissional ainda na escola. Desse modo, desde a falta de disciplinas vocacionais gratuitas até despreparo dos professores em orientar o aluno acerca de uma futura profissão, a insensibilidade seletiva infelizmente tem dificultado esses jovens de ingressarem no mercado de trabalho, e assim, limitam-os academicamente.

Nesse sentido, não são poucas ou irrelevantes as discussões acerca dos desafios que o jovem enfrenta ao ingressar no mercado de trabalho. Incertezas, falta de controle emocional e a explosão dos hormônios da puberdade são alguns exemplos dos dilemas vivenciados. Assim, cabe aos pais o acompanhamento nessa fase de transição entre a adolescência e a vida adulta, uma vez que vendo-se sem suporte o infante tende a trilhar caminhos incertos como a informalidade.

Em consonância com a presente discussão, urge a necessidade de se capacitar o jovem para uma futura e promissora carreira profissional. Para tanto, cabe ao Estado a inserção de disciplinas tipo “oficinas” direcionadas a vivência dos escolares nas mais diversas profissões, bem como estágios supervisionados para compor a prática escolar com visita de profissionais de todas as áreas. Paralelo a isso, a capacitação de professores no intuito de lecionar tais matérias. Afinal, é preciso aprender com o passado para mudar o presente e afiançar o futuro.