As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 12/05/2019
Durante meados do século XIX, a segunda revolução industrial exigiu do mercado somente a vontade de trabalhar e pouco ou até nenhum conhecimento sobre trabalho. As ofertas eram em quase toda totalidade para vagas em fábricas, onde o trabalho com mão de obra simples se fazia necessário. Condições insalubres, pouco ou quase nenhuma preocupação com segurança e horas exaustivas de trabalho faziam parte da rotina de muitos trabalhadores. Mas isso mudou e o mercado atual exige muito mais competência intelectual para cargos com salários mais atrativos.
Nos últimos anos ficou muito mais fácil para o jovem conseguir uma qualificação, como por exemplo, ensino superior, uma pós-graduação, talvez um mestrado, uma outra língua, curso em informática, entre outros. Mas isso acabou saturando o mercado de jovens com quase a mesma qualificação e sem experiência no mercado de trabalho.
Se por uma perspectiva o jovem está mais qualificado, o mercado também ficou mais exigente. Um jovem que dedicou parte de sua vida ao estudo, para não precisar passar pelas mesmas dificuldades de seus antecessores, solicita do mercado uma retribuição melhor e isso faz com que haja uma dificuldade maior para sua inserção ocupacional pois as empresas precisam apostar em alguém que ainda não tem experiência e, por consequência, a remuneração não agrada ao jovem ou as empresas apostam em quem, apesar de não ter talvez a mesma qualificação, tenha mais tempo de vivência laborativa.
Para abrandar esse quadro e ajudar na inserção do jovem no mercado de trabalho, podem ser feitas parcerias com empresas e universidades, onde através núcleos de estudantes, os jovens possam interagir com o mercado de trabalho antes mesmo de terminar o curso. Outra maneira de gerar oportunidades seria a criação de polos de estudos de acordo com a região, como por exemplo cursos de hotelaria em lugares onde o turismo se faz mais presente ou que tenha um potencial para o turismo.
Sendo assim, percebe-se que para evitar que futuramente não haja um demasiado saldo de jovens desempregados, as parcerias público privadas devem abrir caminhos para a inserção de pessoas no primeiro emprego e criar oportunidades de aperfeiçoamento de acordo com oque o mercado necessite.