As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/05/2019

O mundo globalizado trouxe diversas implicações ao modo de vida das sociedades, entre elas a dificuldade para ingressar no mercado de trabalho, uma vez que a polarização nesse âmbito é cada vez mais perceptível. Esse processo é fortalecido pela educação e pela alta exigência por parte das empresas contratantes. Assim, é imprescindível que alternativas sejam criadas visando erradicar o desemprego, sobretudo dos jovens.

Em primeiro lugar, a educação, funcionando como um sistema de seleção empresarial, é responsável por mecanizar o ensino e formar jovens em massa, o que acaba saturando o mercado e elevando as taxas de desemprego. Além disso, as universidades e os institutos não se aperfeiçoam e a consequência desse problema está na inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado de trabalho exige. Dessa forma, a polarização, na qual apenas empregos mais complexos e os  de baixa habilidade são oferecidos, ganha espaço e dificulta ainda mais o ingresso do jovem no ramo de atividades trabalhistas.

A posteriori, a globalização requer que cidadãos mais experientes sejam contratados em detrimento dos que estão buscando o primeiro emprego. Isso se dá devido à necessidade de ser produtivo e obter cada vez mais lucros. Nesse contexto, o processo de seleção tem se afunilado e demonstrado certa predileção pelos mais velhos e mais qualificados. Prova clara disso é que o desemprego é três vezes maior entre os jovens do que entre as demais faixas etárias, conforme dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Portanto, a fim de driblar as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, faz-se necessário que o MEC, órgão responsável pelo planejamento educacional, promova, por meio da pedagogia da autonomia, uma boa formação acadêmica, que possibilite a melhoria na mão de obra e a inserção de indivíduos qualificados no mercado de produção. Ademais, o governo, por intermédio do Ministério do Trabalho, deve criar novas diretrizes que deem força a projetos com o Jovem Aprendiz, possibilitando a contratação de jovens nas empresas. Assim, o desemprego que assola os brasileiros poderia ser minimizado.