As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
Durante o período do Estado Novo, ocorreu a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a qual objetivou a regulamentação das relações de trabalho, tendo em vista a igualdade e acesso dos cidadãos ao mercado de trabalho. Hoje, porém, verifica-se a dificuldade da inserção de jovens no âmbito laboral. Isso se deve, sobretudo, à ausência de qualificações profissionais, bem como a diminuição de postos de trabalho formal.
Em primeira instância, infere-se a falta de qualificações profissionais da comunidade jovem em detrimento de maiores exigências do mercado de trabalho, que passou a priorizar profissionais mais bem habilitados e experientes. Além disso, instituições públicas de educação não oferecem uma base de qualificação à nível das condições estabelecidas pelo âmbito trabalhista. Colabora para essa visão a definição de Modernidade Líquida do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o qual declara que a competição econômica e as mudanças no mercado de trabalho em qualificação, contribuem para a insegurança da garantia de empregos.
Sob esse viés, pode-se mencionar a queda do setor produtivo na crise nacional, em que houve uma rigorosa diminuição dos postos de trabalho. Com isso, como já citado, o âmbito laboral opta, em sua maioria, por pessoas experientes e qualificadas. Dessa forma, conclui-se o predomínio de uma instabilidade no cenário do atual mercado de trabalho, o que permite as empresas serem mais criteriosas. Por conseguinte, evidencia-se as dificuldades dos jovens de exercerem tais atividades. Tal fato é exemplicado pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual evidencia que os jovens entre 18 e 24 anos representam 30% do total de desempregados no Brasil.
Com efeito, torna-se evidente a necessidade de superar o problema. Para tanto, o Ministério do Trabalho, em parceria com o Ministério da Educação, deve investir em programas de estágio e aprendizagem que prepare e remunere de maneira efetiva a comunidade jovem, por meio da introdução do ensino técnico em escolas públicas a fim de desenvolver habilidades para serem inseridos no mercado de trabalho. Cabe-lhe, ainda, para a complementação do processo de qualificação, incluir palestras que abordem dicas de entrevistas de emprego e relações de trabalho, ministradas por psicólogos e especialistas, com o intuito de facilitar a inserção dos jovens no âmbito laboral. Dessa maneira, indubitavelmente, será possível a mudança de tal cenário referente à juventude brasileira.