As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/05/2019

No contexto social vigente, observa-se que o desemprego é uma problemática preocupante para todas os setores da sociedade. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), cerca de 5,2 milhões de desempregados procuram emprego há mais de 1 ano. Em meio a tantas dificuldades políticas e econômicas que o país enfrenta, profissionais e empresas preocupam-se em manter seus cargos e empreendimentos e, no fim, os jovens são os mais prejudicados, tendo em vista que, de forma geral, fazem parte da parcela da população que possui menos experiência profissional e, consequentemente, encaram as maiores dificuldades de inserção no mundo do trabalho, como a grande competitividade e a preferência por profissionais experientes.

Em primeira análise, verifica-se que, a cada ano, cerca de 1,7 milhões de jovens formados são disponibilizados para o mercado de trabalho, segundo o IBGE, em busca de oportunidades em um cenário que se apresenta cada vez mais desafiador. Consequentemente, além de terem que disputar vagas entre si, os jovens ainda precisam se preocupar com profissionais experientes que possuem um melhor preparo para suportar momentos de crises e as exigências do mundo do trabalho, o que caracteriza um ambiente extremamente competitivo, onde a juventude perde cada vez mais espaço.

Ademais, os jovens são mais penalizados porque têm menor experiência profissional e podem demandar mais treinamento para ingressar no trabalho. Desse modo, de acordo com a diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras, a probabilidade de o jovem conseguir emprego é menor do que os outros trabalhadores e, uma vez empregado, a probabilidade de ele ser demitido também é maior, o que contribui na atual conjuntura brasileira e global, em que a taxa de desocupação entre os jovens já atingiu cerca de 18,5% para quem tem entre 18 e 24 anos, segundo o IBGE.

Portanto, faz-se necessário propor medidas objetivando a criação de um ambiente propício para o desenvolvimento profissional dos jovens. Dentre as possíveis alternativas, a integração entre universidades, organizações, governo e empresas Junior (movimento que surgiu na França com o objetivo de preparar os jovens para o mercado de trabalho) apresenta-se como uma excelente solução para o preparo de profissionais prontos para assumir desafios e com conhecimento mais aguçado para o empreendedorismo. Além disso, cabe ao governo fiscalizar de maneira efetiva a Lei de Aprendizagem nº 10.097/2000 ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598/2005, que estipula que as empresas devem contratar jovens efetivos na condição de aprendizes, para que, assim, os jovens possam ter uma oportunidade mais justa no mercado de trabalho e na vida adulta.