As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
Na conjuntura contemporânea, o mercado de trabalho fica cada vez mais exigente e competitivo, especialmente para os jovens, quando muitas empresas demandam experiência prévia na área ou investimento em formação para serem qualificados para o emprego. Em decorrência disso, é notória a dificuldade de inserção dos jovens no mercado de trabalho, um cenário que caracteriza um grave problema social que deve ser solucionado.
Em primeiro plano, verifica-se que a falta de preparação dos jovens para determinados trabalhos e suas competências comportamentais imaturas, são fatores que sustentam o problema. Um processo que evidenciou-se com os altos índices de desemprego entre a juventude, nos quais diversos novatos procuram se desenvolver e crescer profissionalmente, buscando deter mais conhecimentos e responsabilidades profissionais e pessoais, no entanto, com o despreparo não conseguem atingir suas metas. Sob esse viés, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa de desemprego entre os trabalhadores de 18 a 24 anos é de 26,6%, maior que o dobro da taxa da população em geral, salientando, assim, os números elevados de jovens desempregados.
Em segundo plano, sob a perspectiva do filósofo Immanuel Kant de que a educação é um instrumento de extrema importância na construção do ser humano, é possível observar que o sistema educacional carece no preparo do jovem para o mundo do trabalho, impactando de forma relevante nas taxas de desemprego entre os mesmos. Outro fator impactante é a baixa qualidade da educação básica que repercute na formação acadêmica e acaba prejudicando a capacidade profissional do indivíduo, levando-o para uma disputa acirrada por uma vaga no mercado de trabalho, que, em grande parte das vezes, não a consegue pela falta de qualificação e formação.
Diante dessa problemática, fica claro que a inserção dos jovens no mercado de trabalho é complexa e deve ser solucionada. Desse modo, o Ministério do Trabalho e Emprego junto ao Ministério da Educação devem promover palestras sobre comportamento profissional, para que os novatos tenham um comportamento maturo diante de situações profissionais, também devem inserir nas escolas cursos técnicos de preparação para os alunos e cursos de atualização para os professores, a fim de que os jovens obtenham experiência na carreira desejada e o ensino seja mais qualificado, diminuindo, então, os índices de desemprego da juventude.