As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/05/2019
A economia brasileira atualmente apresenta grandes declínios, que acabam por gerar dificuldades para quem quer se inserir no primeiro emprego. Nesse viés, além da falta de mão de obra qualificada, há também a dificuldade de qualificação, o que configura-se como prejuízo para a juventude e para o país.
De acordo com o Ipea, é 64% menor a chance de um jovem que nunca trabalhou conseguir um emprego, comparado com quem já o teve. Isso, pois, muitas das qualificações, como cursos de inglês e de informática, se tornam obsoletas, uma vez que já não é um a mais e sim um requisito básico. Contudo, a geração Y que foi criada para vencer, encontra dificuldades para triunfar no mercado por conta, mas não só, das oportunidades escassas.
Nesse contexto, pode citar que com a baixa na economia e a falta de oportunidades acessíveis muitos cidadãos ficam sem dinheiro para se aperfeiçoar e se enquadrar no que o empregador procura. E ainda, falta de controle emocional e profissionais com segundo grau completo, entretanto sem formação adequada por falta de vontade, não geram o melhor quadro para o país. Existe uma necessidade imediatista de sair da caverna e ir para luz, a de sair da zona de conforto, como no conto da caverna de Platão.
Deve-se constatar, portanto, que os profissionais, principalmente a juventude, carece de mais oportunidades e o mercado de trabalho necessita de mão de obra apta a trabalhar. Ademais, faz-se relevante transformar os poucos investimentos estatais em segmentos imprescindíveis como edução qualificadora e gratuita, desde pequenas escalas a nível municipal. A tendência é a de gerações futuras ainda desassistidas em condições básicas e, dessa forma, de ainda menos condições de se constituírem desde cedo indivíduos mais conscientes dos cuidados com sua própria manutenção ideológica e física.