As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
O artigo sexto da constituição de 1988 garante o trabalho como direito social. Entretanto, no Brasil, a população enfrenta graves problemas no que tange a inclusão no mercado de trabalho, mormente os jovens e adolescentes. Nesse contexto, dois aspectos precisam ser analisados: a fragilidade da educação e o papel das empresas no treinamento dos futuros funcionários.
Em primeira análise, vale-se ressaltar que o processo educacional é fundamental na preparação da população para o mercado de trabalho. Apesar do acesso a educação de qualidade ser garantido por lei, como afirma Gilberto Dimenstein em sua obra Cidadão de papel as leis brasileiras existem apenas no papel. Sob esse viés, os jovens não são devidamente preparados para o ramo de trabalhos, devido a falta de incentivo para o desenvolvimento do seu pensamento crítico que é fundamental para o ingresso em diversos setores.
Ademais, as empresas exercem papel fundamental no que tange a preparação dos jovens e adolescentes para a inclusão desses na cadeia produtiva. O projeto jovem aprendiz, respaldado pela lei 10.097/2000, estabelece que empresas contrate jovens como aprendizes buscando torna-los profissionais competentes. Entretanto, esse programa atinge apenas algumas regiões e não oferece vagas o suficiente para atender a demanda da população.
Sendo assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação busque conectar o sistema educacional ao setor privado, formando cidadãos mais críticos, por meio de atividades que relacionem os conhecimentos de sala de aula com vários contextos. Além disso, o Governo Federal deve ampliar programas como o jovem aprendiz, por intermédio do mapeamento de áreas para descobrir as que mais necessitam do programa. Medidas essas que se tomadas no presente, contribuem para a formação de profissionais capazes de atender as demandas exigidas pelo mercado de trabalho.