As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 18/05/2019

A Revolução Técnico-Científico-Informacional que vigorou a partir de 1970 tornou o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente em termos de contratação. Sem dúvida, a parcela da população mais prejudicada é dos jovens com menos de 25 anos, em virtude da inexperiência laboral e a falta de oportunidades de capacitação.

Em primeira análise, o escritor Nelson Rodrigues afirma que os jovens têm uma dificuldade a mais que os adultos que é a inexperiência, logo, a população mais nova é a mais afetada no aspecto trabalhista. Nesse sentido, pode-se levar em consideração um dos detalhes dos anúncios das vagas de emprego que é a necessidade de habilidades em determinadas áreas e, por consequência, os jovens que não possuem continuam dentro dos índices de desemprego, fato que poderia ser revertido se houvesse uma política interna de qualificação nas empresas.

Outro fator a ser citado é a falta de oportunidades educacionais, como cursos técnicos e superiores que capacitam o jovem com embasamento teórico e prático. Em 2014, de acordo com o IBGE, apenas 2,2% dos brasileiros de 15 anos ou mais estavam em qualificação profissional. Tal cenário é consequência da falta de poder econômico para custear uma faculdade e a deficiência do ensino básico e médio que dificulta a aprovação em vestibulares federais.

Em suma, existem inúmeros fatores que prejudicam os jovens no mercado de trabalho e que acabam por marginalizá-los. Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho impor que cada empresa destine parte das vagas para candidatos mais novos a partir de treinamento contínuo até aperfeiçoá-lo. Além disso, o Governo federal pode investir na educação básica e ofertar mais bolsas de estudo e cotas para jovens de baixa renda em cursos superiores, incluindo uma remuneração para despesas mensais, a fim de minimizar as dificuldades que estes enfrentam.