As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/05/2019

Progressivamente, tem-se percebido um aumento na competitividade e, consequentemente, dificuldade em se obter um emprego formal. Essa concorrência impacta mais fortemente sobre jovens entre 15 e 24 anos de idade que, segundo o Ipea, essa faixa etária tem mais desempregados, proporcionalmente, que a média nacional e menos probabilidade de retornar ao mercado. O problema se revela ainda mais grave em relação àqueles que nunca trabalharam, pois a chance para se conseguir um emprego é 70% menor que as chances para um adulto.

Tal contexto se deve a uma tríade de fatores: mercadológicos, curriculares e psicológicas do candidato. Primeiramente, o mercado tem dado prioridade à experiência em detrimento do conhecimento e potencial inovador dos jovens candidatos, levando os jovens inexperientes à perdurar no desemprego. Paralelamente, a formação do candidato tem se elevado, aumentando sua exigência ao tipo de emprego, logo, levando-o a rejeitar propostas de empregos modestos ou aquém para sua qualificação. Por último, mas não menos importante, verifica-se um despreparo psicológico grave do candidato diante às etapas dos processos seletivos e um receio crescente a cada entrevista malsucedida.

Diante desse impasse, tornam-se necessárias e imediatas providências, tais como: pelas organizações e poder público, implementar e incentivar programas de acesso ao primeiro emprego e estágio a estudantes de nível médio, técnico e superior, e pelos jovens, formar uma base curricular que progrida consoante ao setor e nível a que se almeja, com isso, evitando a crença de se iniciar num emprego em um patamar superior. Com essas medidas esperam-se diminuir as disparidades encontradas na obtenção de um labor que proporcione ao jovem renda digna e qualidade profissional.