As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 17/05/2019
É notório que as oportunidades de emprego no mercado de trabalho atual têm sido escassas, principalmente para os jovens, que não possuem “bagagem” profissional e a experiência necessária para atuar no meio. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comparando-se a porcentagem de jovens empregados e desempregados, é possível constatar maior porcentagem de jovens desempregados, vítimas da recessão vista no Brasil.
Em primeira análise, observa-se que as exigências do mercado de trabalho deixam evidente a inadequação da formação acadêmica brasileira, no que diz respeito a preparação do jovem para a vida profissional. Tal fato pode ser analisado em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que afirmou que no ano de 2017 o Brasil atingiu a maior taxa de desemprego juvenil em 27 anos.
Em segunda análise, pode-se verificar que ao se deparar com as dificuldades do ingresso no mercado de trabalho e com a falta de vagas de emprego oferecidas, os jovens têm recorrido ao mercado informal, ao empreendedorismo e até mesmo a aceitação de vagas de emprego fora do seu âmbito profissional. Conforme dados do IBGE, a redução de postos com carteira assinada de 2012 a 2018, para os jovens de 18 a 24 anos, foi de 1,9 milhão.
Diante disso, se faz necessária a ação do Ministério da Educação, no que diz respeito a melhorias na formação acadêmica que garantam ao jovem qualificação profissional para o mercado de trabalho. Além da atuação do Governo na criação de programas que viabilizem a entrado do jovem no mercado de trabalho mesmo com pouca experiência profissional, para que haja aumento do índice de jovens empregados no Brasil.