As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/05/2019

Karl Marx, sociólogo prussiano, definiu o trabalho como a atividade responsável por garantir ao homem condições básicas de sobrevivência. Reflexo disso, na contemporaneidade, a busca por pleno emprego dita muitas das relações estabelecidas socialmente, subjugando setores mais jovens da população, decorrente de fatores como a necessidade de experiência profissional e a falta de autoconhecimento. Nesse sentido, deve haver um amadurecimento da opinião pública, capaz de promover a ocupação efetiva dessa faixa etária.

Em primeira instância, com vista a modernizar o processo produtivo, as mudanças atuais no mundo do trabalho são evidentes e constantes, exigindo mais qualificação e experiência dos profissionais. Essas transformações, entretanto, alteram a dinâmica mercadológica, reduzindo as oportunidades ofertadas à parcela mais jovem da população, que, geralmente, busca o primeiro emprego ou é incipiente no mercado. Com efeito, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o percentual de desempregados, entre 18 e 24 anos, é mais que o dobro da taxa referente à população geral.

Outrossim, a dificuldade em promover o autoconhecimento, reconhecendo pontos fortes e deficiências, somada à carência de habilidades emocionais, características de grande parte dos jovens em idade ativa, atrasa o ingresso dessa parcela populacional no mercado de trabalho. Os profissionais, atualmente, segundo o master coach Marcelo Singulani, para alcançar grandes resultados e atuar de maneira consistente, precisam aprender a lidar com situações rotineiras. A falta de motivação, a ansiedade, os problemas oriundos da convivência com colegas de profissão, por exemplo, devem ser contornados com inteligência e objetividade.

É inquestionável, portanto, a necessidade de propor medidas que objetivem reduzir os impasses ao ingresso dos jovens no mercado de trabalho. O Ministério do Trabalho, a partir da disponibilização de cursos especializantes e promoção de estágios aos estudantes de ensino médio e superior, deve assegurar a formação de profissionais qualificados, a fim de garantir emprego a esse grupo social. Ademais, as empresas e corporações públicas e privadas devem garantir a presença de psicólogos em suas instalações, de forma a permitir aos seus funcionários a adoção de condutas mais firmes e produtivas, desenvolvendo a inteligência emocional dos empregados.