As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 19/05/2019
O programa Jovem Aprendiz objetiva promover a inclusão social e profissional dos alunos com idade entre 14 e 24 anos, de acordo com a legislação. Porém, os jovens brasileiros apresentam dificuldades para encontrar o primeiro emprego ideal, mesmo com os incentivos do governo. Esse quadro problemático advém de fatores como pré-requisitos para a vaga e bolsas-auxílio insuficientes.
A princípio, é importante citar a dificuldade que o candidato encontra para atender ao perfil solicitado. De acordo com a Fundação Seade, dos 1,7 milhão de desempregados no estado de São Paulo, 40% são jovens entre 16 e 24 anos. Isso ocorre porque a população juvenil busca a primeira experiência laboral e, por diversas vezes, as empresas exigem conhecimentos de idiomas, cursos técnicos, experiências prévias e outros quesitos. Dessa forma, um adolescente que não atende as solicitações do empregador é automaticamente excluído da seleção.
Ademais, é imprescindível destacar a insuficiência da remuneração perante a necessidade econômica dos jovens aprendizes brasileiros. Segundo pesquisa do Datafolha, 82% dos jovens aprendizes trabalham para ajudar financeiramente suas famílias, e a média do salário desse cargo é de um salário mínimo ou menos. Consequentemente, o adolescente apresenta dificuldades para sacrificar de 4 a 8 horas diárias e receber um vencimento mensal insatisfatório.
Dessa maneira, os fatores citados tornam-se desafios para o ingresso juvenil no mercado de trabalho. Em primeiro lugar, é necessário que a Superintendência Regional do Trabalho intensifique as fiscalizações nas empresas que participam do projeto, através de visitas frequentes e da observação dos anúncios de vagas, visando ampliar as oportunidades para todos os candidatos, inclusive os que não possuem determinados pré-requisitos. Em segundo lugar, é essencial que o Poder Legislativo altere a Lei da Aprendizagem definindo um valor acima do salário mínimo e benefícios obrigatórios para todo aprendiz, de forma que o trabalhador esteja satisfeito financeiramente. Com essas medidas, será possível reduzir o número de jovens desempregados no Brasil.