As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 12/05/2019
Em um país, como o Brasil, em que se registram números preocupantes de desemprego, cerca de 13 milhões de pessoas segundo a Organização Internacional do Trabalho, é normal que haja grande dificuldade em conseguir emprego. Porém, uma das parcelas mais afetadas pelo desemprego é composta por jovens entre 18 e 24 anos, que buscam oportunidades para ingressar no mercado de trabalho pela primeira vez. Todavia, muitas vezes essa chance não acontece, devido a fatores como a falta de interesse em se buscar cursos profissionalizantes entre os adolescentes, e também a necessidade de mão de obra especializada por parte das empresas privadas.
Em primeiro plano, verifica-se a questão da falta de interesse, por parte do adolescente, em se buscar uma formação técnica. Segundo Rafael Lucchesi, diretor geral do SENAI, apenas 6,6% dos jovens entre 15 e 17 anos, procuram por um curso técnico no Brasil. Desta forma, o que se consegue notar, é a ausência de incentivo por parte das escolas, o que resulta em uma geração mal preparada para enfrentar o mercado de trabalho.
Concomitantemente a essa questão dos cursos profissionalizantes, se tem a dimensão da grande procura de mão de obra experiente, por parte das empresas privadas. Devido, a grande recessão que o país vive, os números de vagas de emprego foram drasticamente reduzidas. Porém, com essa diminuição, o número de profissionais com experiência em busca de um emprego aumentou, o que proporcionou às empresas a possibilidade de sempre buscar contratar a pessoa mais habilitada para o cargo, deixando de fora quem procura o primeiro emprego.
Portanto, para que as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho seja reduzida, o Ministério da Educação, deve divulgar propagandas institucionais - com postagens nas redes sociais - ratificando a necessidade de se buscar uma formação técnica ainda na fase escolar, para que esses jovens, no futuro, consigam ingressar no mercado de trabalho. Em adição, é preciso que as empresas privadas, criem vagas para as pessoas entre 18 e 24 anos que buscam o primeiro emprego, por meio de cotas para candidatos sem experiência - de cada 3 vagas 1 deve ser ocupada por uma pessoa que nunca trabalhou - de maneira a propiciar a essas pessoas a oportunidade de se alcançar o tão sonhado emprego.