As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/05/2019

O cenário de dificuldades para o jovem no mercado de trabalho brasileiro

Não é de hoje que os jovens do Brasil sofrem com a falta de vagas no mercado de trabalho. Pois, desde o início da industrialização do país até os dias atuais fatores demográficos, como parcela da população jovem ser alta em relação a oferta de empregos, fatores socieconômicos e de escolaridade são apenas alguns pontos que contribuem para os índices de desemprego. Frente a esse cenário, políticas públicas e ações no campo econômico e educacional, são aspectos chaves para alterar este quadro.

Segundo os estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no Brasil há cerca de 33 milhões de jovens com idade de 15 a 24 anos, 17% da população, mão de obra suficiente para um país promover mais desenvolvimento. Entretanto, sabe-se que desde 2013 o Brasil está passando por uma recessão econômica, de forma que a oferta de empregos recua ou aumenta em tímidas proporções. Diante disso, até no momento, nenhum plano de incentivo à produção por parte do estado têm tido grande eficácia, para fazer o ciclo da economia girar de forma adequada para todos os seguimentos da sociedade.

Outro aspecto a ser considerado para a baixa absorção dos jovens pela indústria é a questão da escolaridade. A indústria passa por um processo crescente de automatização e robotização dos processos e necessita de profissionais com formação adequada voltada ao controle dessas novas tecnologias, e uma alta tendência à informatização. Logo, os jovens devem levar em consideração essas transformações no cenário industrial no momento de escolher a modalidade de curso técnico ou superior que irá cursar, bem como, estudar que profissões estão em alta no mercado.

Ainda sobre educação, pesquisas do IPEA revelam que 23% dos jovens do Brasil não trabalham ou estudam devido à falta de recursos das famílias. E em muitos casos, essa vulnerabilidade social também passa para o campo emocional, surgindo já o termo “socioemocional”, que estuda que controle de vida, autoeficácia, autoestima, paixão e perseverança são itens que afetam os jovens para o seu sucesso profissional.

Portanto, afim de melhorar o direcionamento dos jovens ao primeiro emprego, um conjunto de abordagens poderiam ser tomadas pelos políticos, como a adoção de novas leis de incentivo às empresas contratarem e capacitarem, como a lei do menor aprendiz. Assim como também, políticas de incentivo à produção e desenvolvimento econômico do país, por meio dos bancos públicos. Adicionalmente, ações voltadas à educação mais direcionada ao mercado deviam ser pensadas.