As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 07/05/2019

Em se tratando de relações de trabalho, o governo brasileiro, ao longo da história, tem sido altamente intervencionista, o que há décadas se mostra largamente prejudicial ao mercado e à geração de emprego. Embora as leis trabalhistas estejam dotadas de “boas intenções”, é visível que na prática o resultado se mostra avesso às propagandas de governo.

Desde os anos de 1930, em especial a partir da ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas, responsável pela CLT - Consolidação das leis trabalhistas, é notório grande controle do Estado sobre as relações de trabalho. Ainda que a maioria dos governos, desde então, se utilizem de um discurso voltado para a “igualdade econômica” e para os “direitos sociais e coletivos”, presentes até mesmo na nossa atual Constituição, na prática, essas regulações causam o efeito inverso de suas propostas.

Ademais, em comparação com economias desenvolvidas e de caráter mais liberal, onde a interferência do Estado sobre as relações de trabalho é ínfima perante o cenário brasileiro; é gritante a disparidade do acesso ao trabalho, onde nos EUA as taxas de desemprego são estáveis e variam em até 5%, enquanto que no Brasil, nos últimos anos, calculamos taxas de absurdos 13% de desempregados sobre a população.

Entendendo que as dificuldades para conseguir emprego afetam toda a população de um país e sendo, o jovem, o elo mais fraco da corrente, automaticamente será o primeiro público prejudicado, tanto pelo desemprego, quanto pela dificuldade em alçar posições mais qualificadas no mercado de trabalho.

Sendo visíveis as dificuldades causadas pela intervenção exagerada na economia, se faz essencial que o governo, em especial o poder legislativo, através de medidas democráticas, com apoio popular, atualize a carga legal sobre a economia, entrando assim em consonância com os países desenvolvidos liberais, contribuindo para a livre ação do mercado e o desenvolvimento social e econômico da população em geral, consequentemente, também, dos jovens.